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Secretário de Estado do Desporto fala em "cenário dantesco" após visita à Marinha Grande

Secretário de Estado do Desporto fala em "cenário dantesco" após visita à Marinha Grande

O secretário de Estado do Desporto, Pedro Dias, afirmou esta 5.ª feira ter observado "um cenário dantesco", durante a visita que realizou à Marinha Grande, para avaliar os estragos provocados pela depressão Kristin.

O governante reconheceu a gravidade do impacto no concelho e sublinhou que o Governo está a acompanhar a situação em articulação com os autarcas locais, salientando a importância de encontrar soluções conjuntas e de manter uma presença constante no terreno, junto da população afetada.

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Pedro Dias alertou ainda para a demora na recuperação, tendo em conta o elevado nível de destruição registado.

Na mesma ocasião, o presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande, Paulo Vicente, e a presidente da Assembleia Municipal, Catarina Sarmento e Castro, apelaram à intervenção urgente do Governo no apoio à população.

Os responsáveis identificaram como necessidades prioritárias o reforço dos meios para os trabalhos de limpeza e remoção de escombros, bem como o rápido restabelecimento da energia elétrica e das telecomunicações.

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Os autarcas alertaram também para as dificuldades que poderão agravar-se nas próximas semanas, referindo que, sem apoio efetivo, a situação poderá tornar-se ainda mais crítica.

O Conselho de Ministros reuniu-se esta quinta-feira de manhã e decidiu "decretar a situação de calamidade nas zonas mais afetadas pela tempestade Kristin", segundo uma nota divulgada pelo gabinete do primeiro-ministro.

Através da mesma nota, foi anunciado que o primeiro-ministro, Luís Montenegro, decidiu "cancelar a agenda externa, prevista para os próximos dias, nomeadamente as viagens a Andorra e à Croácia", e visita hoje as zonas afetadas nos distritos de Leiria e de Coimbra.

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Pelo menos seis pessoas morreram em consequência da passagem da depressão Kristin por Portugal continental, que deixou um rastro de destruição e causou feridos e desalojados.

Os distritos mais afetados foram Leiria, por onde a depressão entrou no território continental, Coimbra, Santarém e Lisboa.

A tempestade provocou quedas de árvores e de estruturas, o corte e o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações.

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Por Lusa
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