O lançamento da missão Artemis II da agência espacial norte-americana NASA, o primeiro voo tripulado em torno da Lua em mais de 50 anos, está previsto para hoje, quando forem perto das 23:30 em Lisboa. O foguetão SLS da NASA, ao qual está acoplada a nave Orion, deverá levantar voo do Centro Espacial Kennedy da NASA, no Cabo Canaveral, na Florida, às 18:24 locais, dando início à viagem de cerca de 10 dias.
Devido a uma trajetória de voo muito específica, o lançamento só poderá ocorrer em horários precisos. Caso falhe o de hoje, são possíveis lançamentos todos os dias até 6 de abril e novamente no final do mês, segundo a agência noticiosa France-Presse.
O comandante da missão, Reid Wiseman, disse no domingo que estava tudo preparado para o lançamento, que estava agendado há quase dois meses, mas foi adiado devido a problemas técnicos e meteorológicos.
"Estamos prontos para partir, a equipa está pronta para partir e o veículo está pronto para arrancar, mas nem por um segundo temos a expectativa de que vamos levantar voo", disse Wiseman na última conferência de imprensa virtual dos astronautas antes do lançamento. "Podemos ir até à plataforma de lançamento e ter de tentar mais algumas vezes, e estamos 100% preparados para isso", acrescentou.
Legado de programas lançados na década de 2000 para suceder aos Space Shuttles, a missão Artemis visa levar os norte-americanos de volta à Lua para estabelecer uma presença a longo prazo e preparar o terreno para futuras missões a Marte. Após um voo de teste do foguetão e da nave espacial em 2022, a NASA quer garantir que funcionam corretamente durante a missão Artemis II antes de tentar uma alunagem em 2028, na missão Artemis IV.
Esta missão lunar é histórica por ser a primeira cuja tripulação inclui uma mulher, Christina Koch, um homem negro, o piloto Victor Glover, e um canadiano, Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadiana. O ex-piloto de testes da Marinha e ex-chefe dos astronautas da NASA, Reid Wiseman, 50 anos, comanda a missão e é acompanhado pelo seu compatriota Victor Glover, 49, também ele um ex-astronauta da Marinha dos Estados Unidos, que pilotará a nave espacial e será a primeira pessoa negra a viajar para a Lua. Christina Koch, 47 anos, é engenheira de formação, enquanto o primeiro não americano a sobrevoar a Lua, Jeremy Hansen, é um ex-piloto de caças de 50 anos.
Após a descolagem, a Orion entrará em órbita da Terra para se realizarem verificações e manobras visando garantir a fiabilidade e a segurança da nave, que até à data nunca transportou humanos. Se estes testes forem bem-sucedidos, a sonda irá gerar o impulso necessário para deixar a órbita da Terra e iniciar a viagem em direção à Lua, entre três a quatro dias, durante os quais se irão realizar mais testes e experiências científicas.
Assim que chegarem perto da Lua, os astronautas irão orbitá-la e sobrevoar o seu lado oculto, esperando-se que batam o recorde da missão Apollo 13, tornando-se os humanos que viajaram mais longe da Terra.
As suas observações poderão ajudar a NASA a escolher o local de aterragem da Artemis IV, que se aventurará no polo sul da Lua, onde nunca esteve nenhum ser humano.
A trajetória seguida pela Orion é a designada de "retorno livre", o que significa que foi desenhada para que a nave espacial seja atraída pela Lua e depois trazida de volta à Terra naturalmente.
A viagem de regresso durará três ou quatro dias e será marcada pela reentrada atmosférica, um dos momentos mais perigosos da missão, após o que a nave espacial amarará no oceano Pacífico, ao largo da costa da Califórnia.
Ao contrário do que aconteceu com o programa Apollo, a NASA está a colaborar agora com outros países, principalmente europeus, e com o setor privado, incluindo a SpaceX e a Blue Origin, de Elon Musk e Jeff Bezos, respetivamente, e que serão responsáveis pelo desenvolvimento dos módulos de aterragem lunar.
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