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Toni saúda edição 16.000 do nosso jornal: «Record faz parte da minha viagem»

26 de novembro de 1949: a primeira edição de Record viu a luz do dia. Três anos um mês e 12 dias antes do número um do melhor e mais vendido diário desportivo nacional, nascia em Mogofores, Anadia, António José da Conceição Oliveira, isto é, Toni, uma glória do Benfica e alguém cuja intensa, longa e dourada vida desportiva foi vivida com o nosso jornal nas mãos ou debaixo do braço. Ninguém melhor do que o antigo internacional português para celebrar edição 16.000 de Record.

"O Record vai para a edição 16 mil??? Eh pá, é claro que temos de falar disso. Com muito gosto!!!" É com a simplicidade e abertura que o caracterizam que Toni abre o ‘seu’ Record, pelo qual, confessa, tem sérios e antigos sentimentos. "Claro que um jornal de referência, com tantos anos e prestígio, destaca-se pela informação, pela riqueza dos seus conteúdos, mas gosto de dizer que sinto o Record como um título que se destaca pela forma como tem ajudado ao desenvolvimento, à divulgação de inúmeros desportos, o que vai muito além do futebol, pese a popularidade que a modalidade-rainha de facto tem. Record soube ainda acompanhar o tempo e modernizar-se", adianta o homem que desde a década de 1960 é parte ativa da cena desportiva portuguesa.

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Estamos perante uma relação que só podia vir de longe. "Ao longo destes anos, o Record foi um jornal que sempre tive por perto, que vivi de perto. Foi assim nos meus anos de jovem em Anadia ou no meu tempo pela Académica de Coimbra. Claro que foi uma relação intensificada a partir do momento em que vim para o Benfica. E eu estou cá [em Lisboa] desde 1968...", graceja Toni, que lembra as relações próximas criadas, sem apagar distâncias de opinião ou julgamento: "Fiz grandes amigos, com e sobre os quais gosto sempre de falar. Eram jornalistas de Record e também de outros jornais ou órgãos de informação, naturalmente. No geral, a relação foi sempre sã, sem prejuízo do lado da crítica e da análise que tinha de estar presente. Estamos a falar de jornalismo e nem sempre essas mesmas observações eram bem aceites ou vistas como justas. Faz parte. Record é ainda uma casa onde sempre fui bem recebido por todos. Como tal, posso dizer que se trata de um jornal que faz parte da minha viagem. Muitos parabéns por esta edição 16 mil!"

Toni saúda edição 16.000 do nosso jornal: «Record faz parte da minha viagem»

Fernando Dias, o "humanista"

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Foram vários os históricos repórteres que construíram os mais de 73 anos de vida do nosso jornal e com os quais Toni se cruzou ao longo do caminho: "No meu tempo do Benfica privei com grandes nomes do jornalismo, vários deles do Record. Lembro com saudade pessoas como Fernando Dias, o pai do Rui Dias. Era um humanista, uma pessoa que nos marcava. Fui sua visita de casa, só para se ter uma ideia do tipo de relacionamento que havia. Mas não esqueço outros nomes importantes da minha vivência como jogador e depois já como treinador, como Mendonça Ferreira, Carlos Arsénio, Costa Santos... Não esqueço a figura que foi António Capela... São gente que fez parte da minha carreira".

Outros hábitos de leitura

Figura incontornável da história do futebol português, Toni celebrizou-se como capitão do Benfica, foi internacional A em 38 jogos e colecionou na Luz 14 títulos como atleta e três como treinador (conquistou outros tantos a trabalhar no Oriente), Mas antes de tudo, Toni sempre foi um leitor ávido, hábito que cultivou no período passado na Coimbra dos anos 1960, entre muito despertar de consciência social e a contestação ao regime de então. Hoje, Toni continua a consumir informação em papel e não só. Por motivos profissionais também.

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"Claro que continuo a interessar-me pela atualidade desportiva, até porque estou a trabalhar no Canal 11 [apresenta em conjunto com António Carraça o programa ‘Sagrado Balneário’]. Além do gosto que tenho por desporto, por estar informado, seleciono outro tipo de leitura acerca de temas que saem da esfera do futebol. Sou um leitor confesso e é bom que o jornalismo se mantenha firme, de qualidade e diversificado."

Por Filipe Alexandre Dias
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