E se for preciso escolher quem salvar? «A nossa escolha será sempre pela vida»

"O nosso código ético-deontológico obriga-nos sempre a optar pela vida", garantiu o Secretário de Estado da Saúde. Portugal ultrapassou esta sexta-feira os 4 mil infetados pelo novo coronavírus

Portugal ultrapassou esta sexta-feira os 4 mil infetados pelo novo coronavírus. A Direção-Geral da Saúde (DGS) continua a apelar ao isolamento social e a pedir tranquilidade. Mas o que acontecerá se os hospitais portugueses chegarem, por falta de equipamentos, ao ponto de ter que escolher quem vive e quem morre? "A nossa escolha será sempre uma escolha pela vida", assegurou em conferência de imprensa o Secretário de Estado da Saúde. 

"O nosso código ético-deontológico obriga-nos sempre a optar pela vida. Qualquer morte terá um critério clínico, mas não será prescrita. Não será uma escolha", disse António Sales. 

Sobre a taxa de letalidade, que em Portugal é de 1,8%, a diretora-geral da Saúde considerou que "o aumento da mortalidade é expectável em função do número de dias que as pessoas estão doentes".

"Neste momento, para todas as idades, estamos com uma letalidade de 1,8%. É a história natural destes doentes. Entraram, agravaram o seu estado, foram tratados com as melhores práticas e alguns não conseguiram sobreviver", disse Graça Freitas.É por esse motivo, explicou Graça Freitas, que existem ainda poucas mortes nos lares. "Os surtos nos lares começaram há muito pouco tempo. Entre o início do surto e o desfecho fatal há um período muito longo", explicou.

Os casos recuperados, que são 43 no País - não tendo havido alterações esta sexta-feira relativamente ao número do dia anterior -, são ainda poucos devido ao tempo de recuperação, que "leva muito tempo".

2
Deixe o seu comentário
Subscreva a newsletter

e receba as noticias em primeira mão

ver exemplo

Ultimas de Coronavírus

Notícias

Copyright © 2019. Todos os direitos reservados. É expressamente proibida a reprodução na totalidade ou em parte, em qualquer tipo de suporte, sem prévia permissão por escrito da Cofina Media S.A. Consulte a Política de Privacidade Cofina.

0