«Fiquem tranquilos»: DGS pede calma a infetados que vão ficar em casa

Portugal está na fase de mitigação da pandemia e o Governo garante que o SNS está preparado para dar resposta aos doentes

Portugal já está na fase de mitigação da pandemia. Com transmissão comunitária, nesta fase todo o Serviço Nacional de Saúde (SNS) "está preparado para dar resposta aos doentes com covid-19", garantiu esta quinta-feira o Secretário de Estado da Saúde em conferência de imprensa. Com mais de 3500 casos confirmados e 60 vítimas mortais, o País recebeu cinco mil dos 80 mil testes previstos para esta semana, estando previstos que os próximos cheguem no início da próxima semana.

"De uma forma geral, todos os centros de saúde e hospitais estão operacionais" para esta nova fase de mitigação, assegurou o Secretário de Estado da Saúde, ressalvando que a linha SNS24 "continua a ser a porta preferencial de entrada no SNS".

"Esta epidemia tem posto à prova os sistemas de saúde de todos os países do mundo e temos todos razão para nos orgulhar do nosso SNS", disse. 

Sobre a fase de mitigação, a diretora-geral da Saúde quis deixar uma palavra de tranquilidade. "Iniciámos a fase de mitigação e quero deixar uma palavra às pessoas que ainda vão adoecer. Até aqui, as pessoas estavam habituadas a um circuito que tinha um hospital de referência para onde o SNS24 encaminhava pessoas com sintomas. Agora, muitas pessoas vão ficar em casa e isto é um bom sinal, é sinal que têm uma patologia ligeira e que a doença provavelmente vai evoluir bem", disse Graça Freitas. E pediu: "Fiquem tranquilas"."Nesta fase de transação, as pessoas vão ter de ter confiança no circuito. Muitos doentes que estiveram no hospital, depois foram para o domicílio sabendo que, se por acaso a situação a evoluir, obviamente terão de ter outro tipo de tratamento. Quero deixar esta palavra de tranquilidade para todas as pessoas que daqui para a frente serão identificadas como positivas", afirmou.

Por ser uma doença de longa evolução, à medida que surgem mais doentes também surgem mais casos graves, disse a diretora-geral da Saúde. No entanto, assegurou que "a letalidade no nosso País é pouco superior a 1%". "Em termos de mortalidade estamos dentro do que seria expectável", garantiu Graça Freitas. 

Sintoma mais precoce é a tosse
Numa fase em que a preocupação já não é a ligação epidemiológica, Graça Freitas relembrou que o sintoma mais precoce do novo coronavírus, "e a que dá mais nas vistas", é a tosse. 

Mas, de acordo com a diretora-geral da Saúde, não há um agravamento súbito dos sintomas e "as pessoas devem procurar a triagem sem entrar em pânico".

Graça Freitas assegurou ainda que os testes estão a ser feitos a todos as pessoas suspeitas de infeção. "As Autoridades Regionais de Saúde e os agrupamentos dos centros de saúde "estão a criar mecanismos para que as pessoas que sejam apanhadas na triagem do SNS tenham acesso a um teste, o mais próximo das pessoas e o mais rápido possível", disse, assegurando que "todos estes casos terão acesso a uma requisição automática para ir fazer o teste".

Até à data, Portugal teve um grande número de suspeitos - mais de 22 mil - e todos esses suspeitos foram submetidos a um teste, disse a diretora-geral. "O que vamos fazer agora é continuar a mesma metodologia".

Sobre a dificuldade que alguns doentes crónicos estão a enfrentar por não se poderem sair de casa para comprar medicamentos, Graça Freitas explicou que as dificuldades "pontuais" se devem ao tempo entre a emissão de uma norma e o tempo que os hospitais demoram a adaptar-se. 

"Não estamos num mundo perfeito. Estamos num mundo de adaptação", disse a diretora-geral da Saúde. "Os hospitais terão que fazer um esforço para cumprir a norma e arranjar soluções para poder servir os seus utentes".

O número de pessoas infetadas pelo novo coronavírus em Portugal aumentou esta quinta-feira para 3544. De acordo com o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS), morreram 60 pessoas no País. Portugal tinha na quarta-feira 2.995 pessoas infetadas e 43 mortos.

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