GNR e PSP impediram 780 pessoas de entrar em transportes públicos sem máscaras

Três pessoas foram mesmo multadas pelas autoridades

A GNR impediu esta segunda-feira 460 pessoas de seguirem viagem nos transportes públicos por não utilizarem máscara de proteção, que passou a ser obrigatória nesta nova fase de combate à covid-19.

O porta-voz da Guarda Nacional Republicana, Hélder Barros, disse à agência Lusa que a GNR teve "uma atitude pedagógica" neste primeiro dia de obrigatoriedade da máscara ou viseira nos transportes públicos, adiantado que ainda existia "um desconhecimento enorme".

O mesmo responsável sustentou que o objetivo dos militares da GNR foi garantir que ninguém entrasse nos transportes públicos sem máscaras ou viseira, tendo sido impedidas 460 pessoas em todo o país.

Já a PSP multou três pessoas e impediu 320 de seguirem viagem nos transportes públicos por não utilizarem máscara de proteção

Em declarações à agência Lusa, o porta-voz da Polícia de Segurança Pública, Nuno Carocha, afirmou que os polícias optaram por uma postura de sensibilização, informação e pedagogia, tal como aconteceu durante todo o estado de emergência, entre 19 de março e 2 de maio, devido à pandemia de covid-19.

Em todo o país foram levantados três autos a pessoas que "manifestaram a intenção de não cumprir as regras" e de quererem entrar nos transportes públicos sem máscaras ou viseira, acrescentou Nuno Carocha.

Segundo o mesmo responsável, 320 pessoas foram retiradas ou impedidas de entrar nos transportes públicos porque não utilizavam máscara ou viseira de proteção.

O porta-voz da PSP ressalvou que estes dados são provisórios, uma vez que ainda estão a decorrer as operações, que começaram hoje de manhã em todo o país em estações de metro, comboio, autocarros e fluviais.

Os passageiros dos transportes públicos que desrespeitem o uso obrigatório de máscaras ou viseiras, devido à pandemia da covid-19, incorrem numa coima de entre 120 e 350 euros.

Além dos transportes públicos, é também obrigatório desde hoje usar máscara no "acesso ou permanência nos espaços e estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços, nos serviços e edifícios de atendimento ao público e nos estabelecimentos de ensino e creches pelos funcionários docentes e não docentes e pelos alunos maiores de seis anos".

Portugal entrou domingo em situação de calamidade, que se traduz na aplicação faseada de medidas de desconfinamento, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência desde 19 de março.

Portugal contabiliza 1.063 mortos associados à covid-19 em 25.524 casos confirmados de infeção, segundo o boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia.

Por Lusa
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