Como são descobertos os esquemas de viciação de resultados

Fique a conhecer o papel da Global Lottery Monitoring System

• Foto: Santa Casa

Durante o Seminário de Apostas Desportivas promovido pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, a secretária-geral da Global Lottery Monitoring System (GLMS) Sarah Lacarrière refletiu sobre a situação atual e desafios futuros para prevenir e combater a manipulação de eventos desportivos, enviando uma mensagem de tranquilidade a todos os utilizadores que se mostram preocupado com as notícias de resultados viciados relacionados com apostas desportivas.

"O papel da GLMS é muito importante. O nosso objetivo é tornar o mundo das apostas em entretenimento responsável. Queremos melhorar a destruir o chamado lado negro das apostas desportivas. A nossa metodologia de trabalho passa por identificar irregularidades e reportar às principais instituições, como a UEFA ou a FIFA, para que possam depois investigar", começou por explicar Sarah Lacarrière em Lisboa.

"Todos conhecem os casos recentes relacionados com suspeitas de resultados viciados. Temos de admitir que há muito negócio das apostas que não é monitorizado. A nossa função é identificar os esquemas ilegais e enviar alertas às referidas organizações, como a UEFA e FIFA que, consoante a sua investigação dos nossos relatórios averigua o que se passa. Queremos monitorizar o desportivo e promover a segurança e a confiança dos utilizadores. A GMLS faz supervisão em tempo real e é uma ferramenta útil para este negócio", sublinhou Sarah Lacarrière ao auditório do Hotel Tivoli.

"Recentemente houve um grande escândalo de resultados viciados em Itália e, na Albânia, denunciámos a suspeita em torno do Skenderbeu. Enviámos os nossos relatórios à UEFA e o clube foi condenado a ficar um ano sem participar nas competições europeias. Existe ainda uma cooperação internacional. Por exemplo, a federação holandesa pediu informações à GMLS sobre esta equipa da Albânia para que, quando se deslocasse à Holanda para disputar qualquer jogo, as autoridades ficarem atentas a qualquer irregularidade. Somos pró-ativos e no futuro penso que deveria haver acções e formações nos clubes sobre estes temas, de modo a ficarem mais sensibilizados e que não possam ser apanhados desprevenidos. E, neste campo, a Santa Casa, que é nossa parceira e tem contribuído com relatórios, tem sido um membro ativo", prosseguiu.

"Não é só no futebol que existem problemas desta espécie. Recorde-se que no início deste ano houve uma polémica no ténis, quando jogadores foram envolvidos num esquema de resultados viciados. Este é um problema global e é preciso reforçar a supervisão. Outra coisa que dificulta esta tarefa é o facto de alguns eventos desportivos alvos de apostas não terem transmissão televisiva", comentou.

Por Diogo Jesus
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