Açores: Proteção Civil sem incidentes até às 5 horas

Corporações de bombeiros estão em alerta

Açores
Açores • Foto: Direitos reservados

A Proteção Civil dos Açores não registou incidentes até às 5 horas (mais uma hora em Lisboa) desta sexta-feira, apesar de já se sentirem no arquipélago os efeitos do furacão Alex, informou aquele organismo.

Em comunicado, o Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores anuncia que "durante a madrugada não se registaram quaisquer ocorrências em nenhuma das ilhas dos Açores" e pede à população que se mantenha atenta às informações divulgadas por esta entidade ou por membros do Governo Regional.

A Proteção Civil adianta que as 14 corporações de bombeiros dos Açores se mantêm em "estado de alerta", assim como outros serviços, aconselhando para as próximas horas a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas e a retirada de inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento das águas.

À população é solicitada ainda "a adequada fixação de estruturas soltas, como andaimes ou placardes e outras estruturas montadas ou suspensas", e a consolidação de telhas, portas e janelas.

A Proteção Civil recomenda igualmente um "especial cuidado na circulação junto da orla costeira e zonas ribeirinhas", alertando que não devem "ser realizadas atividades relacionadas com o mar, nem ao ar livre".

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) anunciou esta sexta-feira que o furacão Alex mantém as características previstas para a sua passagem nos Açores, apesar de apresentar indícios "de algum enfraquecimento na sua estrutura".

Um comunicado disponível na página do Facebook da delegação regional dos Açores do IPMA informa que, de acordo com o centro de Furacões de Miami (EUA), o centro do furacão 'Alex' encontrava-se às 2 horas "a cerca de 445 quilómetros a su-sueste do Faial, dirigindo-se para norte com uma velocidade de cerca de 35 quilómetros/hora [km/h], o que implica a sua passagem sobre as ilhas do grupo central dos Açores durante a manhã".

"Muito embora haja indícios de algum enfraquecimento na sua estrutura, o Alex deverá manter no essencial as características inicialmente previstas durante a sua passagem nos Açores", esclarece o IPMA, observando que se mantém a previsão de precipitação forte, ventos com rajadas que podem atingir os 160 km/h e ondas com altura máxima de 18 metros" neste grupo, constituído pelas ilhas da Graciosa, Faial, Pico, São Jorge e Terceira.

O grupo oriental (São Miguel e Santa Maria) "será afetado com menos intensidade, com ventos com rajadas na ordem dos 130 km/h, ondas que podem ultrapassar os nove metros e precipitação forte", adianta o mesmo comunicado, acrescentando que "ao longo da tarde deverá verificar-se uma melhoria do estado do tempo nas ilhas dos referidos grupos".

O furacão Alex é o primeiro fenómeno meteorológico desta natureza a acontecer no mês de janeiro em quase 80 anos, de acordo com meteorologistas norte-americanos, motivando a emissão de avisos vermelhos para vento, agitação marítima e chuva para os dois grupos, que vigoram até ao início da tarde.

O aviso vermelho é o mais grave numa escala de quatro e representa uma situação meteorológica de risco extremo

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