Agrupamento de Escolas de Arraiolos evacuado após sismo com epicentro na zona

Como medida de prevenção

• Foto: Pedro Galego

O Agrupamento de Escolas de Arraiolos (Évora) foi esta segunda-feira evacuado, como medida de prevenção, na sequência do sismo de magnitude 4,9 na escala de Richter que teve epicentro na zona, indicaram fontes da escola e da câmara.

Um funcionário da Escola Básica e Secundária Cunha Rivara, sede do agrupamento escolar, disse à agência Lusa que o estabelecimento "foi evacuado, como medida de prevenção".

Contactado pela Lusa, José Manuel Pinto, do gabinete de informação da Câmara de Arraiolos, explicou que o plano de segurança do agrupamento escolar "foi acionado" e que "os professores e alunos saíram do edifício".

"Os professores seguiram as regras que estão definidas e levaram os alunos para um ponto de encontro que está estabelecido no plano de segurança", acrescentou.

O sismo de magnitude 4,9 foi registado às 11h51 e teve epicentro a cerca de seis quilómetros Norte-Nordeste de Arraiolos, revelou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Segundo o IPMA, o tremor de terra foi sentido em Portugal continental.

Em Arraiolos, além da evacuação do agrupamento escolar, o sismo assustou os habitantes, mas não há registo de danos pessoais ou materiais, segundo a câmara e os bombeiros.

"Sentimos o sismo, mas, até ver, não temos registo de quaisquer prejuízos", disse à Lusa um bombeiro de serviço na corporação local, acrescentando que "alguns habitantes" têm estado a telefonar para o quartel "a perguntar o que é que aconteceu porque também sentiram" o tremor de terra.

Conceição Estrada, proprietária de um café da vila, o Snack-Bar O Rossio, está hoje de folga em casa e disse à Lusa ter apanhado "um susto" quando ouviu "um barulho horrível" e "caíram os copos da cristaleira e as molduras de fotografias".

"Foi horrível, foi muito forte. Não ganhei para o susto, parecia um grande camião a passar e tremeu tudo", relatou, explicando que o sismo "durou poucos segundos" e que, quando saiu para a rua, outras pessoas já lá estavam: "Nunca tinha visto tanta gente aparecer de repente, foi tudo para a rua".

Maria Leonor, dona de outro café da vila, a Cafetaria D. Leonor, contou à Lusa que o sismo também a assustou: "Fiquei a tremer".

"Sentimos o sismo, com barulho e tudo e o café tremeu. Pensei que era uma carrinha que estava a estacionar na rua, que tinha feito tremer a casa, mas o condutor saiu e disse que também tinha a carrinha a tremer", afirmou.

Segundo José Manuel Pinto, da câmara municipal, a seguir ao tremor de terra, "houve muitas pessoas a irem para a rua" e alguns habitantes mais idosos "disseram que há muitos anos não se sentia um sismo tão grande" na vila alentejana.

O sismo foi sentido um pouco por todo o Alentejo, mas sem registo de quaisquer danos pessoais ou materiais.

A Lusa obteve relatos do tremor de terra em cidades como Évora, Beja, Portalegre, Estremoz ou Reguengos de Monsaraz.

Mais a sul, no Algarve, também foi sentido na cidade de Portimão.

Vários testemunhos relataram a queda de molduras, objetos a mexer e o "barulho intenso".

Os Comandos Distritais de Operações de Socorro (CDOS) de Évora, Beja e Portalegre indicaram à Lusa não haver notícia de qualquer dano.

Deixe o seu comentário

Últimas Notícias

Notícias
Subscreva a newsletter

e receba as noticias em primeira mão

ver exemplo

Ultimas de Fora de Campo

Notícias

Copyright © 2019. Todos os direitos reservados. É expressamente proibida a reprodução na totalidade ou em parte, em qualquer tipo de suporte, sem prévia permissão por escrito da Cofina Media S.A. Consulte a Política de Privacidade Cofina.