«Ajudem-nos a pagar aos advogados de Rui Pinto»: angariados mil euros em menos de dois dias

Plataforma para angariar fundos para a defesa do pirata informático português foi anunciada na passada sexta-feira

Rui Pinto
Rui Pinto

A The Signals Network, fundação que presta apoio a denunciantes, lançou, na quinta-feira, um crowdfunding que tem como objetivo ajudar o pirata informático português Rui Pinto, em prisão preventiva desde 22 de março. 

Em pouco mais de dois dias, a campanha de recolha de fundos chegou aos 1215 (cerca de mil euros), sendo que o objetivo é angariar cinco mil dólares (4.600 euros).  A página do crowdfunding permite ver que, até ao momento, existem muitos portugueses a doar, chegando alguns donativos aos 200 dólares. 

"Ajudem-nos a pagar os advogados de Rui Pinto", lê-se no apelo da The Signals Network, onde se explica que o pirata informático, que a fundação define como sendo um whistleblower, forneceu informações de "alto interesse público" que estão na origem do Football Leaks e do Luanda Leaks. "Muitos países já iniciaram investigações judiciais baseadas nas revelações", escreve ainda a associação, que assegura que as autoridades europeias já conseguiram recuperar cerca de 35 milhões de euros com os processos abertos com base na informação obtida por Rui Pinto.

William Bourdon é o representante legal de Rui Pinto - da sua lista de clientes constam também Julian Assange e Edward Snowden - e está a fazer o seu trabalho pro bono por fazer parte da fundação. A The Signals Network explica que a verba proveniente do financiamento coletivo é para pagar ao advogado do pirta informático na Hungria, onde vivia quando foi detido, e em Portugal, onde é representado por Francisco Teixeita da Mota. 

Esta sexta-feira, o campeão inglês de futebol Manchester City foi banido por duas épocas das competições europeias devido ao incumprimento de regras do 'fair play' financeiro. Na origem desta decisão, estão documentos tornados públicos pelo pirata informático Rui Pinto no caso Football Leaks. Tal como a SÁBADO revelou a 17 de Outubro de 2019, o campeão em título inglês fazia parte das centenas de entidades cujos sistemas informáticos foram acedidos pelo português. Na verdade, encontraram-se dados da elite do futebol mundial, além do City: Real Madrid, Barcelona, Juventus, Inter de Milão, Atlético de Madrid, Ajax, Benfica, FC Porto, Shakhtar, Vilarreal, Clube Desportivo Nacional, Leixões e a Liga Portuguesa de Futebol, para além da FIFA, da UEFA, da Confederação Sul-Americana de Futebol e da Federação Inglesa de Futebol.

Rui Pinto está em prisão preventiva desde março de 2019. O hacker é acusado de crimes de acesso ilegítimo, acesso indevido, violação de correspondência, sabotagem informática, tentativa de extorsão, entre outros, num caso aberto por uma queixa da Doyen. Esta sexta-feira, o advogado Francisco Teixeira da Mota garantiu que Rui Pinto "está aberto" e mantém a intenção de colaborar com as autoridades portuguesas no combate à criminalidade económica.   

Por Sábado
6
Deixe o seu comentário

Últimas Notícias

Notícias
SUBSCREVA A NEWSLETTER RECORD GERAL
e receba as notícias em primeira mão

Ultimas de Fora de Campo

Notícias

Copyright © 2019. Todos os direitos reservados. É expressamente proibida a reprodução na totalidade ou em parte, em qualquer tipo de suporte, sem prévia permissão por escrito da Cofina Media S.A. Consulte a Política de Privacidade Cofina.