Aluguer de carros via Internet gera centenas de queixas

Consumidores ficam desprotegidos quando recorrem a intermediários

O aluguer de carros via plataformas online tem originado centenas de queixas. Nos primeiros seis meses de 2018, foram apresentadas 815 queixas junto da Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT). Soma-se meia centena registada no Portal da Queixa.

Segundo o jornal Público, os consumidores ficam desprotegidos quando o aluguer de viaturas acontece através de intermediários entre a pessoa e as empresas que detêm os carros: não há legislação que proteja as pessoas. Um dos exemplos destas plataformas é a Rentalcars. 

Por isso, torna-se muito difícil cobrar valores que tenham sido cobrados indevidamente ou avançar com pedidos de indemnização.

A AMT indica que as principais reclamações das pessoas se devem à imposição de contratação de serviços que não pretendiam ter, como seguros e Via Verde, e de terem que pagar indemnizações por danos que não reconhecem como sua responsabilidade. Também o pagamento de valores superiores aos contratados e os débitos indevidos no cartão de crédito motivam queixas.

As empresas que mais surgem nas reclamações apresentadas na AMT são a Europcar Internacional, a Sixt, a Guérin, a Centauro e a Hertz.

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