Antigo campo de tiro de Monsanto será parque desportivo em 2017
O projeto da autarquia para a reconversão do espaço
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O antigo campo de tiro de Monsanto, em Lisboa, será transformado num parque desportivo e de lazer em 2017, disse esta quinta-feira o vereador da Estrutura Verde da Câmara, assegurando que o espaço vai ser "devolvido à cidade".
Neste terreno com 18,5 hectares, agora denominado Monte das Perdizes, "vai haver um grande parque infantil, campos de basquetebol e voleibol, um espaço para tiro ao arco" e um restaurante, afirmou José Sá Fernandes, em declarações esta quinta-feira à agência Lusa.
O projeto da autarquia para a reconversão do espaço foi apresentado na reunião camarária privada, onde foi aprovada, por unanimidade, a concessão da exploração de um restaurante no Monte das Perdizes, com uma área de construção de cerca de 1.350 metros quadrados.
Segundo o autarca, a reabilitação deste terreno - que inclui "demolições e melhores condições para as pessoas" - será financiada pela entidade à qual for concessionado o restaurante, estimada em 1,5 milhões de euros.
"A única coisa em que vamos investir é na retirada do chumbo [do solo], mas não é uma coisa significativa" em termos financeiros, apontou.
Questionado sobre prazos, Sá Fernandes admitiu que este é um projeto que "ainda vai demorar algum tempo", mas deverá estar concluído em 2017.
Em outubro do ano passado, a Câmara de Lisboa aprovou a denúncia do contrato (com mais de 50 anos) de concessão do terreno no Parque Florestal de Monsanto celebrado com o Clube Português de Tiro a Chumbo, devido a uma dívida de mais de 20 mil euros pela ocupação do espaço.
No encontro de hoje, foi aprovado, com o voto contra do PCP, abstenção do PSD e CDS e votos favoráveis do PS e Cidadãos por Lisboa (eleitos nas listas socialistas), o licenciamento de um 'hostel' na Quinta da Pimenteira, também em Monsanto, proposta que voltou a ser apreciada após o projeto ter sofrido alterações.
Na anterior versão, o pedido feito pela empresa MCO II previa 120 camas, que passaram a 88, após críticas da oposição.
Sá Fernandes explicou que foram retirados "alguns quartos em estufas", mas que, ainda assim, a proposta continua a prever a "recuperação do edificado e do viveiro".
O comunista Carlos Moura disse à Lusa temer que a grande afluência de automóveis que levarão as pessoas àquele espaço ponha em causa a existência de ecoturismo na zona.
Hoje, foi também aprovada, por unanimidade, a concessão da exploração de um espaço infantil e juvenil no parque recreativo do Alto da Serafina.
Já a emissão de dois pareceres prévios para aquisição de serviços para fiscalizar a segurança das obras de reabilitação do eixo central da cidade e do Largo da Graça, Santos e Rua de Campolide e concessão de espaços na Tapada das Necessidades, foram aprovadas por maioria.
Igual votação teve a proposta que prevê a "reorganização e modernização" do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa.