António Costa diz que crise italiana mostra necessidade de mecanismos de estabilização

Já Merkel prefere esperar que haja um governo

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Seis anos depois, Angela Merkel regressou a um Portugal que hoje se apresenta numa "situação optimista" e numa altura em que se aproxima um decisivo Conselho Europeu em que será discutido o futuro da União Europeia e, em particular, o reforço da integração da Zona Euro.

Só que a conjuntura não ajuda, em especial devido à crise política italiana, vista como a maior ameaça à integridade da área do euro. Numa conferência de imprensa conjunta realizada ao final desta manhã no Palácio Foz, em Lisboa, o primeiro-ministro António Costa e a chanceler alemã mostraram-se em sintonia na constatação de que Lisboa e Berlim têm divergências e nuances quanto às soluções mas partilham o compromisso de defesa do projecto europeu. 


Essas diferenças ficaram claras nas declarações de ambos. António Costa considera que a situação em Itália demonstrou "duas coisas". A primeira é que quando a União não responde "atempadamente as factores de crise" são gerados "fenómenos de populismo, extremismo, radicalismo e nacionalismo", o que exige que a Europa responda "depressa". 

Em segundo lugar, "todos somos indirectamente atingidos, o que reforça a necessidade de mecanismos de estabilização que previnam" crises com efeitos assimétricos no seio do euro. Para evitar que em Berlim o discurso do primeiro-ministro seja encarado como facilitista, António Costa frisou que estes mecanismos a adoptar na Zona Euro não diminui a "responsabilidade de todos os compromissos" no que às metas orçamentais diz respeito. 

Sobre esta questão, Angela Merkel limitou-se a dizer que aguarda pela "formação de um novo governo" em Itália considerando que o mais importante é que a "Europa faça tudo para que, a cada momento, tenha capacidade de acção".

"Iremos falar com o novo governo italiano e faremos tudo para que haja boa cooperação", acrescentou a chanceler notando não gostar de "especular" numa fase em que ainda não foi encontrada uma solução governativa na terceira maior economia do euro. 

É que enquanto países como Portugal ou a França defendem a constituição de uma significativa capacidade orçamental para a moeda única capaz de prevenir e estancar os efeitos de crises financeiras, a Alemanha não está disponível a ir tão longe na partilha de riscos. 

A chanceler terminou assim a visita oficial a Portugal, a segunda desde que em 2005 assumiu a chancelaria germânica. Depois de ontem ter estado em Braga e no Porto, esta manhã começou por manter uma conversa informal com o presidente do PSD, Rui Rio, seguindo-se uma conversa, em Belém, com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

Uma conversa a sós com Costa a que se juntaram depois comitivas governamentais dos dois países culminou uma viagem que permitiu aos dois países "estreitar" as relações bilaterais que para Merkel são "muito boas". A chanceler deixou ainda um elogio ao "país dos navegadores, que sempre pensou a nível global", reconhecendo ser sempre importante conhecer a perspectiva de Lisboa.

Autor: Negócios

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