António Costa pede "todas as cautelas" pois "risco efetivo de transmissão está a aumentar"

Primeiro-ministro assinala que "a situação epidemiológica em Portugal mantém-se estável com redução do número de casos"

Apesar de a situação epidemiológica em Portugal continuar "estável", o primeiro-ministro reiterou esta terça-feira o pedido aos portugueses que mantenham "todas as cautelas" uma vez que "o risco efetivo de transmissão [do vírus] está a aumentar".

O pedido foi deixado por António Costa na sua conta no Twitter depois de ter ouvido os especialistas na reunião desta terça-feira no Infarmed. "Não obstante o desconfinamento em curso, é muito importante manter todas as cautelas e aplicar as medidas de prevenção", escreveu António Costa.

No que diz respeito ao aumento do risco de transmissão da covid-19, o primeiro-ministro estará a referir-se ao aumento do índice R(t).

Para efeitos da matriz definida pelo Governo para acompanhar o processo de desconfinamento, a incidência tem vindo a baixar, mas o R(t) subiu de 0,84 na sexta-feira para 0,89 segundo os dados comunicados esta segunda-feira, sendo que os especialistas alertaram hoje no Infarmed que este índice que mede a transmissibilidade pode em breve superar a unidade.

Para já, Portugal continua com uma folga confortável no "quadrado verde", que permite prosseguir com o calendário definido para o desconfinamento. O plano de desconfinamento do Governo prevê novas fases de reabertura a 5, 19 de abril e 3 de maio, mas as medidas podem ser revistas se Portugal ultrapassar os 120 novos casos de infeção pelo novo coronavírus por dia por 100 mil habitantes a 14 dias, ou, ainda, se o índice de transmissibilidade do vírus SARS-CoV-2 ultrapassar 1.

 

No que diz respeito à vacinação, António Costa reiterou a meta de "chegar ao final da semana com 80% dos maiores de 80 anos inoculados", sendo que "nos próximos dias, mais de um milhão de portugueses estarão vacinados com uma dose e meio milhão com duas doses da vacina".

 

Após a reunião do Infarmed, a ministra da Saúde também fez um novo apelo às medidas de prevenção da saúde publica, sobretudo do teletrabalho: "O vírus continua a estar presente e a mensagem principal é a necessidade de continuar a combatê-lo não aliviando as medidas de prevenção".

 

Por Negócios
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