APARF assinala 70º Dia Mundial dos Doentes de Lepra a 29 de janeiro
Ocorrem mais de 140 mil novos casos por ano desta doença que, apesar de ter tratamento e cura, ainda não foi erradicada
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O Dia Mundial dos Doentes de Lepra foi instituído em 1954, a pedido de Raoul Follereau, e é assinalado em cerca de 130 países no último domingo de janeiro. Este ano, será celebrado pela Associação Portuguesa Amigos de Raoul Follereau no dia 29 deste mês.
O objetivo passa por "alertar a população mundial para as condições de sofrimento e de miséria em que vivem muitos milhões de pessoas atingidas pela doença da lepra. Com a colaboração de uma vasta rede de voluntários em todo o país, incluindo o núcleo do Porto e grupos locais, a APARF sensibiliza a população para a problemática da lepra, nas vertentes de doença física, estigma e discriminação ainda existentes na nossa sociedade, promovendo, ao mesmo tempo, o peditório nacional", como dá conta a referida associação em comunicado.
Ocorrem mais de 140 mil novos casos por ano de uma doença que, apesar de ter tratamento e cura, ainda não foi erradicada, pelo que é necessário apostar na prevenção e "dotar as populações mais pobres ao acesso a cuidados de saúde, água potável, condições sanitárias e alimentação básica podemos erradicar a doença da lepra".
De acordo com um relatório da Organização Mundial de Saúde, em 2021, foram diagnosticados 140 594 novos casos de lepra em 143 países, nomeadamente na Índia, Brasil e Indonésia, o que representa 74,5% dos novos casos detetados seguindo países como a República Democrática do Congo e Moçambique.
Em Portugal, o número de doentes é reduzido e quando surgem novos casos são geralmente de imigrantes de África, América Latina e Ásia, sendo tratados pelo Serviço Nacional de Saúde. A região Litoral Centro (Coimbra, Leiria, Lisboa e Vale do Tejo) tem sido a mais atingida pela doença, conforme dá conta a APARF.