É um apostador patológico? Leia isto e tire as suas conclusões

Psicólogo Pedro Hubert traça o perfil das pessoas com problemas com o jogo

• Foto: Santa Casa
Pedro Hubert, diretor do Instituto de Apoio ao Jogador, traçou esta segunda-feira durante o Seminário de Apostas Desportivas organizado pelo departamento de Jogos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, o perfil de um jogador patológico, ou seja, um indivíduo com problemas com o jogo, que recorre ao serviço prestado pela sua organização.

De acordo com o psicólogo, o perfil do jogador patológico online é sobretudo do sexo masculino (cerca de 80%), com a médio de idades a rondar os 30 anos. A nível familiar, as pessoas que têm problemas de apostas patológicos têm, na maioria, uma vida e família estável.

Outra característica reside na profissão. Segundo o estudo apresentado por Pedro Hubert, as ocupações profissionais mais encontradas no jogador patológico são as intelectuais e científicas.

Sobre o que este tipo de pessoas gosta mais deste mundo das apostas online, as respostas mais dadas são a "fácil acessibilidade, disponibilidade e comodidade". Como consequência disto, um indivíduo com este problema costuma sentir-se com "forte euforia, e sensação de que o tempo passa depressa".

Quanto ao perfil do jogador patológico offline, a média de idade aumenta para os 40 anos, mantendo uma relação estável com a família, sentindo-se atraído pela ideia de ganhar dinheiro de forma mais rápida do que o online.

Pedro Hubert destacou a importância da Linha de Apoio ao Jogador. "Beneficia todos. Desde o jogador, a família, a indústria até à comunidade. Evita ainda insolvências e o custo de um tratamento intensivo. Geralmente o tratamento que recomendamos dura apenas entre cinco a 15 sessões. Defendemos que jogar tem de ser uma forma recreativa.
Por Diogo Jesus
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