Assad reuniu com deputados russos devido a "agressão"

Presidente da Síria estava de "bom humor", destacaram políticos

• Foto: EPA

Bashar al-Assad reuniu-se hoje com um grupo de deputados russos para discutir o ataque dos Estados Unidos da América, França e Reino Unido à Síria. O presidente sírio frisa que se tratou de um acto de agressão. Os aliados justificam a ofensiva com o recurso de Assad a armas químicas em Douma, no dia 7 de Abril.

A Rússia tem ajudado o governo de Assad a combater os grupos rebeldes. Vladimir Putin condenou o ataque à Síria e pediu uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas, em que sofreu uma derrota diplomática.

Um dos deputados que se encontrou hoje com Assad foi Sergei Zheleznyak. À agência noticiosa TASS, reiterou que "do ponto de vista do presidente [Assad], o ataque foi uma agressão e nós partilhamos essa posição".

Porém, os deputados consideram que Assad estava "de bom humor" e continuava o seu trabalho em Damasco. No sábado, dia do ataque, um oficial russo garantiu que o sistema anti-míssil soviético da Síria tinha interceptado 71 dos 105 mísseis disparados pelos aliados.

Segundo Dmitry Sablin, outro deputado russo, Bashar al-Assad afirmou durante a reunião que "ontem [dia 14, quando se deu o ataque] vimos uma agressão norte-americana. E conseguimos repeli-la com mísseis soviéticos dos anos 70".

No sábado, a Rússia indicou que poderia fornecer um sistema de mísseis terra-ar S-300 à Síria, mas o tema não foi discutido hoje.

Rússia demonstra abertura para dialogar com EUA

Um membro do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia concede que os Estados Unidos queiram manter um diálogo acerca da estabilidade depois do ataque à Síria. "Existem todas as razões para acreditar que depois dos ataques dos EUA contra a Síria, que os americanos queiram avançar para um diálogo estratégico", afirmou Vladimir Ermakov.

"Não se pode dizer que os norte-americanos… não demonstrem um desejo para liderar um diálogo estratégico. Na administração norte-americana existem pessoas em específico com quem é possível falar", considerou o director do departamento para a não-proliferação e controlo de armamento.

Autor: Sábado

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