Baganha faz denúncias à Procuradoria

Três temas em causa: eventual favorecimento ao Benfica, furto de documentos e acesso ilegítimo a computador

• Foto: Paulo Calado

Augusto Baganha, ex-presidente do Instituto Português do Desporto e da Juventude (IPDJ), fez ontem chegar à Procuradoria-Geral da República uma carta onde solicita a Joana Marques Vidal (procuradora ainda em funções, apesar de já ser público que deixará o posto nos próximos dias) que atente a três assuntos que, no seu entender, "necessitam urgententemente de ser investigados". Baganha acredita que os temas em causa podem consubstanciar "ilícitos criminais", admitindo também que os mesmos possam estar relacionados com a sua recente exoneração do cargo de presidente do IPDJ, assim como a de Lídia Praça, ex-vogal do respetivo Conselho Diretivo.

Os três temas constantes na denúncia são:

- intrusão, acesso e pesquisas ilegítimas realizadas no PC da ex-vogal Lídia Praça (assunto que já foi investigado pela Polícia Judiciária em 2017, mas que entretanto voltou a ser falado por ter passado a fazer parte do ‘E-Toupeira’); furto de documento (em concreto, o original da ata 11 da reunião de 5 de maio de 2017 do Conselho Diretivo do IPDJ) e eventual favorecimento de entidade (neste caso, o Benfica, que viu 55 autos de contraordenação serem arquivados devido ao atraso de cerca de 9 meses num processo administrativo sob a tutela de Vítor Pataco, na altura ‘vice’ e agora atual presidente do IPDJ).

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