Boris Johnson lança campanha com garantia de saída da UE com ou sem acordo

Mensagem transmitida em vídeo

Boris Johnson
Boris Johnson

O mote de Boris Johnson como candidato à liderança do Partido Conservador é o mesmo com que arranca o vídeo de campanha revelado esta segunda-feira, 3 de junho: o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros quer afirmar-se como o político que vai cumprir o Brexit e, como tal, garante que a 31 de outubro o Reino Unido vai mesmo abandonar a União Europeia, com ou sem acordo.

"Se eu entrar [em Downing Street], vamos sair [da UE] com acordo ou sem acordo a 31 de outubro", assegura o candidato à liderança dos "tories".

O vídeo de Johnson é lançado no arranque da semana em que a primeira-ministra demissionária Theresa May deixa a liderança dos conservadores e, consequentemente, do governo britânico.

Precisamente no mesmo dia em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a Londres. Trump deixou elogios a Boris Johnson, considerando que se fosse primeiro-ministro faria um "muito bom trabalho".

Boris Johnson, que deixou o ministério dos Negócios Estrangeiros em oposição à forma como May geriu o processo do Brexit, é visto pelos analistas como o favorito à sucessão da ainda líder dos "tories".

O principal rival do também antigo "mayor" de Londres, Jeremy Hunt, na corrida à liderança do Partido Conservador, é um dos maiores opositores, no seio dos "tories", à possibilidade de um Brexit sem enquadramento jurídico. À BBC, Hunt defende que o cenário de saída sem acordo só deve ser utilizado como solução de última instância, contudo o sucessor de Johnson na pasta dos Estrangeiros garante ter condições para assegurar um acordo de saída melhor do que aquele que foi negociado por Theresa May.

Depois da vitória do partido Brexit (nova força de Nigel Farage) nas europeias britânicas ter reafirmado um relevante sentimento eurocético dos eleitores do Reino Unido, Boris Johnson insiste na narrativa crítica da UE e puxa dos galões de ter sido um dos líderes dos partidários da saída antes ainda do referendo de 2016.

A demissão anunciada de Theresa May efetiva-se esta sexta-feira, 7 de junho. Na semana seguinte tem início o processo de escolha do novo líder, que não deve estar concluído antes de meados de julho.

Após ter falhado, em três votações, a aprovação do acordo de saída consensualizado com Bruxelas, que a forçaram a adiar a data do Brexit de 29 de março para 31 de outubro, May sai de cena com Partido Conservador, governo e parlamento britânicos fortemente divididos em relação à forma como deve o Reino Unido cumprir o mandato saído do referendo popular de há três anos.

Autor: Negócios

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