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Narcotraficante foi ferido durante o confronto e morreu enquanto era transportado para a Cidade do México
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O México está a viver horas de caos e destruição após o exército ter abatido Nemesio Rubén Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho”, líder do Jalisco New Generation Cartel (CJNG), o cartel mais poderoso do país.
De acordo com a Associated Press (AP), a operação teve lugar em Tapalpa, no estado de Jalisco. O narcotraficante foi ferido durante o confronto e morreu enquanto era transportado para a Cidade do México. No local, quatro suspeitos foram mortos, dois detidos e foram apreendidos veículos blindados, lança-foguetes e armas pesadas. Três militares ficaram feridos.
A morte de “El Mencho” desencadeou uma onda imediata de retaliação. Cartéis recorreram à tática habitual de bloqueios rodoviários com veículos incendiados para dificultar as operações militares. Durante várias horas, estradas em Jalisco e noutros estados ficaram intransitáveis.
Em Guadalajara, a segunda maior cidade do México e uma das sedes previstas para jogos do próximo Mundial de futebol, carros em chamas bloquearam avenidas inteiras. O governo estadual cancelou as aulas de segunda-feira e suspendeu os transportes públicos. O governador de Jalisco, Pablo Lemus, apelou à população para permanecer em casa, avança a AP.
Em Puerto Vallarta, destino turístico internacional, vídeos nas redes sociais mostraram colunas densas de fumo a erguerem-se sobre a cidade. No aeroporto, passageiros correram em pânico perante a incerteza da situação. A Air Canada anunciou a suspensão de voos para o destino “devido a uma situação de segurança em curso”, aconselhando os clientes a não se deslocarem para o aeroporto.
Os Estados Unidos tinham oferecido até 15 milhões de dólares pela captura de “El Mencho”, e a administração de Donald Trump classificou o CJNG como organização terrorista. A presidente mexicana Claudia Sheinbaum tem criticado a estratégia de eliminar chefes de cartéis, alertando que estas operações frequentemente desencadeiam novas vagas de violência.
A presidente mexicana Claudia Sheinbaum, tal como o seu antecessor, tem criticado a chamada estratégia dos “kingpins” - a eliminação de líderes de cartéis - argumentando que a remoção de figuras centrais muitas vezes provoca fragmentação interna e explosões de violência ainda mais intensas.
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