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Catalunha declara independência mas deixa-a em suspenso

Carles Puigdemont fez declaração no Parlamento e apelou ao diálogo

• Foto: EPA
Carles Puigdemont, presidente da Catalunha, declarou esta terça-feira, de forma unilateral, a independência da região que preside, ainda que logo depois tenha colocado essa mesma declaração em suspenso, pedindo ao Parlamento tempo para negociar esse processo.

"Como resultado do referendo, a Catalunha ganhou o direito de ser um estado independente e que sejamos ouvidos. Hoje ouve-se a Catalunha e respeita-se a Catalunha fora das nossas fronteiras. O 'sim' à independência ganhou um referendo sob uma chuva de pancadaria. As urnas disseram que 'sim' à independência e vou seguir esse caminho", declarou Puigdemont, num discurso que começou com um atraso de pouco mais de um hora (estava marcado para as 17h de Lisboa e só arrancou às 18).

Ora, depois de assegurar a vontade de seguir a via da independência, o líder dos catalães... deu um 'nim', pois pretende seguir pela via do diálogo. "A lei do referendo diz que, uma vez que o 'sim' ganhou, o Parlamento deve reunir-se para declarar a independência. Chegados a este ponto, assumo o mandato do povo para que a Catalunha se converta num estado independente em forma de república. É isso que fazemos hoje de forma solene e é também dessa forma solene que propomos ao Parlamento a suspensão da declaração de independência, para começarmos a dialogar de modo a chegar a uma solução", acrescentou.
Por Fábio Lima
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