Centros de emprego anulam subsídio a quase quatro mil pessoas

Número de subsídios de desemprego que sofreram cortes aumentou 67,4% em relação ao ano anterior

Depois de três anos de queda, o número de subsídios de desemprego que sofreram cortes protagonizou um aumento de 67,4% em relação ao ano anterior. De acordo com dados do relatório de atividades da Comissão de Recursos do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), acedidos pelo jornal Público desta terça-feira, são quase quatro mil (3.932) os desempregados que sofreram anulações no apoio do Estado em 2018.

A justificação, explica a Comissão de Recursos do IEFP, estará relacionada com a aplicação do Modelo de Acompanhamento Personalizado de Emprego (MAPE), que oferece "um quadro de acompanhamento mais regular dos utentes" e tem "melhores condições para assegurar uma verificação eficaz do cumprimento das obrigações dos desempregados".

De acordo com o Público, a principal razão para a anulação do apoio é a não-comparência em centros de emprego, traduzindo-se em 70% das situações de corte, um aumento de 96% relativamente aos recursos apresentados em 2017. Outro motivo apontado é a desistência de formações profissionais.

Em resposta, os desempregados alegam não terem recebido pelo correio a convocatória em questão para comparecerem no centro de emprego. A Comissão de Recursos responsável admite que existem problemas "graves na entrega de correspondência por parte dos CTT" e indica, como alternativa, a comunicação eletrónica.

Autor: Sábado

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