Chave Móvel atinge os cinco milhões de utilizadores ativos e consolida-se como principal meio de identificação digital

2025 foi o ano com mais adesões à CMD, e 2026 já soma quase 1,5 milhões de novas adesões em apenas seis meses. Assinaturas digitais através da CMD passaram de 38 mil em 2018 para mais de 19,4 milhões em 2025

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A Chave Móvel Digital (CMD), o sistema de autenticação e assinatura eletrónica do Estado português desenvolvido pela Agência para a Reforma Tecnológica do Estado (ARTE), ultrapassou os 5 milhões de utilizadores ativos, um marco que confirma a CMD como o meio de identificação digital mais utilizado no país.

O número é acompanhado por outro dado que ilustra a escala da transformação: já foram realizadas mais de 197 milhões de autenticações em portais e serviços públicos e privados, das quais cerca de 152 milhões foram feitas através da CMD.

Criada para permitir que qualquer cidadão se identifique perante serviços públicos e privados sem necessidade de leitores de cartões ou deslocações a balcões, a CMD tem vindo a crescer de forma sustentada desde 2018, ano em que foram registadas as primeiras 38.361 assinaturas digitais através do serviço. Em 2025, esse número já ultrapassava as 19,4 milhões de assinaturas anuais, um crescimento de mais de 500 vezes em sete anos.

A trajetória de adesões segue o mesmo padrão: de um universo residual em 2014, o total de adesões à CMD ultrapassou os 2,2 milhões em 2025, o ano com mais adesões desde o lançamento do serviço. E o ritmo não abrandou: só nos primeiros seis meses de 2026, a CMD já somou cerca de 1,5 milhões de novas adesões, o que antecipa um novo ano de forte crescimento.

O sucesso da CMD assenta em quatro pilares que a distinguem de outros meios de autenticação. Desde logo, a simplicidade da adesão: pode aderir diretamente na aplicação gov.pt, por biometria, sem necessidade de códigos enviados por correio ou visitas a um balcão. A isto soma-se a simplicidade do uso no dia a dia, já que a autenticação pode ser feita com um código numérico, por leitura de QR Code ou por reconhecimento biométrico, adaptando-se ao contexto e ao dispositivo de cada utilizador. A CMD permite ainda assinar documentos eletronicamente com a mesma validade jurídica de uma assinatura manuscrita, sem necessidade de leitores de cartão ou software adicional. Por fim, destaca-se a sua universalidade: está disponível não só para cidadãos portugueses com Cartão de Cidadão, mas também para estrangeiros residentes, através de passaporte ou título de residência.

Esta versatilidade explica a diversidade de contextos em que a CMD é hoje utilizada: desde a abertura de contas bancárias à distância, ao pagamento de impostos, à autenticação em serviços públicos, até ao acesso à Carteira de Documentos e à Carteira Digital da Empresa, disponíveis na aplicação gov.pt.

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