Choque de comboios na Alemanha foi provocado por erro humano

Funcionário acusado de homicídio por negligência

• Foto: EPA

O acidente ferroviário que fez 11 mortos na semana passada no sul da Alemanha foi provocado por "erro humano", confirmaram esta terça-feiras as autoridades alemãs, indicando ainda que um funcionário responsável pela sinalização está acusado de homicídio por negligência.

"Não existe qualquer indicação de problemas técnicos. A nossa investigação mostrou que foi um erro humano com consequências catastróficas", disse Wolfgang Giese, procurador responsável pela investigação, numa conferência de imprensa realizada pela comissão de inquérito ao acidente da passada terça-feira.

O funcionário responsável pela sinalização no dia do acidente é apontado como o principal responsável e está acusado de homicídio por negligência, lesões ou interferência perigosa no tráfego ferroviário, acrescentou o mesmo magistrado.

"Se ele tivesse respeitado as regras (...) não teria existido nenhuma colisão entre comboios", reforçou o procurador.

Na semana passada, vários 'media' alemães, citando então "fontes próximas do inquérito", já tinham avançado que um erro humano estaria na origem da colisão.

O choque frontal entre dois comboios regionais ocorreu às primeiras horas da manhã do passado dia 09 de fevereiro na linha que liga Rosenheim a Holzkirchen, uma zona de floresta situada a cerca de 60 quilómetros a sudeste de Munique, capital da Baviera.

O acidente causou 11 mortos, cerca de 20 feridos graves e mais de 60 feridos ligeiros.

O funcionário ferroviário, que permitiu que os dois comboios oriundos de direções opostas viajassem na mesma via, fez uma chamada de emergência depois de ter percebido o erro, segundo afirmou outro procurador, Juergen Branz, na mesma conferência de imprensa.

"Mas não obteve resposta", referiu Juergen Branz, acrescentando que a polícia submeteu o funcionário a uma análise de sangue no dia do acidente. Segundo os resultados das análises, o funcionário não estava sob efeito de álcool ou drogas.

O funcionário, que tem vários anos de experiência profissional, admitiu o erro na segunda-feira, indicou ainda o procurador Wolfgang Giese.

O mesmo magistrado esclareceu que o homem de 39 anos não foi colocado em regime de prisão preventiva, mas sim enviado, após consultas com os advogados de defesa, para um lugar seguro, cuja localização não foi revelada.

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