"Clima" foi tema no cinquentenário do CNID

Ética no desporto e nos media em debate na Maia

• Foto: Fernando Ferreira

O clima de crispação que se vive no desporto, designadamente no futebol, foi referido pelo presidente do IDPJ, Augusto Baganha, durante o simpósio Jornalismo e Ética no Desporto, que ontem se realizou na Maia, no âmbito do 50º aniversário do CNID.

O presidente do Instituto do Desporto de Portugal sublinhou que dada a crescente importância da comunicação social deve haver um cuidado acrescido na análise e tratamento da informação respeitando o código deontológico que salvaguarda a objetividade e a imparcialidade. Fazendo um balanço muito positivo do contributo dos media desportivos ao longo das últimas cinco décadas, Baganha não deixou de alertar para os perigos de notícias exacerbadas que podem acirrar o clima de crispação.

"Os jornalistas são gente de alta condição que merece todo o nosso respeito", elogiou José Azevedo, presidente da Maiêutica do Instituto Universitário da Maia (ISMAI), sublinhando que "grande parte da juventude deste país é, e foi, educada por estes profissionais".

Dois painéis de debate preencheram o simpósio organizado pela associação de jornalistas de desporto. O primeiro, lançado pelo prof. José Neto, debruçou-se sobre os media como veículo de formação no qual participou o diretor de Record, António Magalhães, que falou sobre o impacto na opinião pública e a capacidade e responsabilidade que a comunicação social também tem na formação do adepto do espetáculo desportivo e de outros agentes, nomeadamente os próprios atletas. Com a presença dos treinadores Rui Borges (natação), Paulo Neta (basquetebol) e José Magalhães (andebol), a atleta Cristina Gomes e o coordenador do Plano Nacional de Ética no Desporto, José Carlos Lima, a conversa foi animada com a imprensa desportiva na berlinda.

"Não é possível ter uma sociedade mais desportiva e menos futebolística?", perguntou Luís Humberto Marcos, do ISMAI, a provocar a conversa para o tema seguinte: Informação e Opinião, o papel do jornalista e do comentador desportivo. Hugo Gilberto, da RTP, referiu que se deve olhar para certos programas como "entretenimento", sublinhando que o que incomoda "é não conseguir distinguir aqueles que não são adeptos nem comentadores". Outros jornalistas que participaram no debate, Manuel Queiroz e Pedro Candeias, também separaram as águas e falaram do muito que mudou na comunicação. Uma nota final para o desafio lançado por Luís Graça, homem do andebol: "por que razão o estado não financia um projeto editorial só destinado às modalidades?"

Deixe o seu comentário

Últimas Notícias

Notícias
Subscreva a newsletter

e receba as noticias em primeira mão

ver exemplo

Ultimas de Fora de Campo

Notícias

Copyright © 2020. Todos os direitos reservados. É expressamente proibida a reprodução na totalidade ou em parte, em qualquer tipo de suporte, sem prévia permissão por escrito da Cofina Media S.A. Consulte a Política de Privacidade Cofina.