Coronavírus: Economia chinesa sofre quebra histórica com efeito da pandemia

PIB deverá cair no primeiro trimestre, contraindo pela primeira vez desde 1989

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A China sofreu uma quebra maior do que a que era esperada pelos analistas quando o vírus surgiu, tanto a nível industrial como de vendas e também de empregabilidade.

A produção industrial na China afundou 13,5% no conjunto de janeiro e fevereiro em comparação com o ano anterior, as vendas a retalho caíram 20,5% e o investimento em ativos fixos desceu 24,5%. Já a taxa de desemprego subiu para um recorde de 6,2% em fevereiro.

O surto com origem em Wuhan agravou drasticamente em janeiro, altura em que a província de Hubei, que abarca Wuhan, foi interditada à circulação. Paralelamente, estenderam-se períodos de férias e restringiram-se negócios e deslocações pelo país, enquanto fábricas, lojas e restaurantes cessaram as respetivas atividades.

Estas medidas fizeram com que muita da atividade económica parasse em fevereiro, contrariando a estabilização a que se assistira em dezembro. Agora é certo que o produto interno bruto (PIB) da China irá contrair no primeiro trimestre em comparação com o mesmo período do ano passado, a primeira vez que tal acontece desde 1989.

Nos últimos três meses de 2019, a economia chinesa cresceu 6%. As previsões do Nomura apontam para um crescimento homólogo do PIB de 0% no primeiro trimestre por causa do impacto da epidemia do coronavírus. Antes, a mesma casa de investimento previa um crescimento homólogo de 3% para esse período. Na ótica do Goldman Sachs, o PIB real deverá crescer apenas 2,5% em termos homólogos no primeiro trimestre, abaixo dos 4,0% projetados anteriormente.

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