Coronavírus: Estudo aponta que Portugal tem cerca de 83 mil infetados

Estimativa de epidemiologistas do Imperial College admite que em Espanha esse número é de 7 milhões

Coronavírus Portugal
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Até este domingo, foram já confirmados mais de 16 mil casos do novo coronavírus. Mas o número de infetados pode ser bem maior. Uma estimativa do Imperial College de Londres, noticiada esta segunda-feira pelo Jornal de Negócios, aponta que cerca de 80% dos afetados pela Covid-19 no país não foram ainda diagnosticados, por terem sintomas ligeiros ou estarem assintomáticos.

Isto quer dizer que, fazendo uma extrapolação, Portugal tem já cerca de 83 mil infetados pela pandemia do novo coronavírus (82.925). A mesma estimativa, publicada mas ainda não revista, debruçou-se sobre a incidência da Covid-19 em 11 países europeus. Em Espanha, por exemplo, é indicado que já foram infetadas pelo menos 7 milhões de pessoas – até ao momento, foram apurados apenas pouco mais de 166 mil casos.

A previsão, que será atualizada semanalmente, anota que Portugal apenas deteta cerca de 20,3% dos reais infetados pelo novo coronavírus no país. Na semana entre 29 de março e 4 de abril, indica a estimativa, mais de 26 mil pessoas foram infetadas, subindo o total de doentes para 39 mil – enquanto a DGS apenas reportou pouco mais de 5 mil casos durante o mesmo período.

Para o Imperial College, o número real de infetados é superior ao reportado em quase todos os países. A exceção é o Luxemburgo, até ao momento, onde foram anunciados mais de 3 mil casos do novo coronavírus. O contrário é estimado para o Reino Unido, onde se prevê que o número de infetados seja 221 vezes maior ao anunciado – neste momento, o país tem confirmados 85 mil casos.

Os mesmos estudos alertam para um aumento da transmissibilidade da Covid-19, que pode chegar aos 6.88 – número observado na Argélia. O valor é utilizado para medir o potencial de uma epidemia, traduzindo o grau de reprodutividade da doença: quanto maior for o número, maior é o grau de exposição e ameaça da doença.

Por comparação, uma gripe comum tem uma transmissibilidade de 1,3 pontos o que significa que cada 10 infetados passam a doença a 13 pessoas. Em 2009, a pandemia de H1N1 tinha uma transmissibilidade de 1,5 e não pôde ser contida, com estimativas a apontarem para que entre 11–21% da população de todo o mundo tenha sido infetada. Estudos iniciais sobre o novo coronavírus, Covid-19, apontavam para uma transmissibilidade de 2 a 3 pontos, mais do dobro da pandemia de H1N1 de 2009, que hoje é apenas um dos quatro tipos de gripe comum.

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