Coronavírus: FIFA, OMS e Comissão Europeias unidas contra a violência doméstica

Lançaram esta terça-feira a campanha #SafeHome

• Foto: DR Record

A FIFA, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e Comissão Europeia lançaram esta terça-feira a campanha #SafeHome (#CasaSegura) para dar apoio a quem corre risco de sofrer violência doméstica, protagonizada por 15 futebolistas, incluindo Vítor Baía.

"Se achas que estás em risco ou és vítima de violência em tua casa, não te culpes a ti próprio/a. Tens o direito a procurar ajuda e proteção", alerta o antigo internacional português e ex-guarda-redes do FC Porto e Barcelona.

A campanha é uma resposta conjunta das três instituições ao recente aumento das denúncias de violência doméstica no momento em que há apelos e foram tomadas medidas para que todos fiquem em casa para prevenir a propagação da covid-19, situação que expôs mulheres e crianças que sofrem abusos a um maior risco.

"Entra em contacto com os teus familiares, amigos ou vizinhos, pede-lhes apoio ou procura a ajuda de um profissional de saúde", incentiva Baía num dos vídeos, lembrando que "todos têm o direito a viver de forma segura e tranquila, livres de ameaças ou agressões, livres de qualquer tipo de violência".

Segundo estudos, quase uma em cada três mulheres em todo o mundo sofrem violência física e/ou sexual por parte de um parceiro íntimo ou violência sexual por parte de outros durante a sua vida.

Os mesmos dados indicam que, na maioria dos casos, essa violência é cometida por um parceiro em casa, sendo que até 38% de todos os assassinatos de mulheres são cometidos por um parceiro íntimo.

"Juntamente com a OMS e a Comissão Europeia, estamos a pedir à comunidade do futebol que gere uma conscientização a respeito desta situação intolerável, que ameaça especialmente mulheres e crianças nas suas próprias casas, lugar em que deveriam sentir-se felizes, seguras e protegidas", justificou o presidente da FIFA, Gianni Infantino.

Também se estima que mil milhões de crianças entre os dois e os 17 anos de idade (ou metade das crianças do mundo) sofreram em 2019 negligência ou violência física, sexual ou emocional.

"Assim como a violência física, sexual ou psicológica não tem espaço no futebol, ela também não tem espaço em casa", vincou Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde.

O médico elogiou a parceria internacional "para chamar atenção para este problema crucial": "Como as pessoas estão isoladas em casa devido à covid-19, o risco da violência doméstica foi tragicamente agravado".

A comissária europeia da Inovação, Pesquisa, Cultura, Educação e Juventude, Mariya Gabriel, reforça a mensagem de que "a violência não tem espaço" nas nossas sociedades.

"Os direitos das mulheres são direitos humanos e devem ser protegidos. Com frequência, as mulheres e as crianças abusadas ficam receosas de falar por medo ou vergonha. Essa 'janela' para se manifestar e buscar ajuda é ainda mais restrita durante o confinamento. É nossa responsabilidade como sociedade e como instituições pronunciarmo-nos por essas mulheres, dar-lhes confiança e força", completou.

Os 15 antigos ou atuais futebolistas enviam mensagens para as vítimas, para os agressores e para os governos.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 346 mil mortos e infetou mais de 5,5 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Quase 2,2 milhões de doentes foram considerados curados.

Por Lusa

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