Coronavírus: Trump diz que mundo está a "pagar o preço" pela atitude chinesa

Presidente dos EUA continua a referir-se ao Covid-19 como "o vírus chinês"

• Foto: Lusa/EPA

Donald Trump não hesita em fazer a acusação. O mundo está a pagar "um preço alto" pela forma como a China lidou com o novo coronavírus, o Covid-19. O presidente dos EUA acusa o governo chinês de ter sido lento a transmitir informações iniciais sobre o novo coronavírus, o que impediu os países de se prepararem para esta pandemia. 

"Tudo teria corrido melhor se tivéssemos sabido tudo isto alguns meses mais cedo, teria sido contido na região da China onde começou", disse Trump que continua a referir-se ao Covid-19 como o "vírus chinês", expressão que já lhe valeu muitas acusações de racismo e xenofobia. "O mundo está a pagar um preço alto pelo que eles fizeram", disse o presidente norte-americano numa conferência de imprensa feita a partir da Casa Branca.

Desde que eclodiu a crise de saúde causada pelo coronavírus, Donald Trump usou a expressão "vírus da China" várias vezes, tendo a Casa Branca justificado a sua utilização por parte do presidente com a existência de outras pandemias cujo nome foi atribuído em função da sua referência geográfica.

As autoridades chinesas detetaram o primeiro caso de Covid-19 no final de novembro, mas apenas o tornaram público no final de dezembro do ano passado. O vírus foi detetado pela primeira vez na cidade de Wuhan que foi tratada como o epicentro deste surto.

O executivo de Xi Jinping começou por terntar conter ao máximo a divulgação de informação sobre o surto, afirmaram vários meios de comunicação social chineses e internacionais. Foi inclusivamente revelado que o médico que detetou o primeiro caso e o tentou divulgar foi detido pelo partido. Mais tarde, já com os olhos postos na China, o governo chinês decidiu adotar medidas musculadas de isolamento, tendo conseguido registar uma grande diminuição de contágios.

Depois destas medidas o vírus começou a espalhar-se de forma muito mais acelerada fora da China, com particular destaque para Itália, Espanha, Irão e Coreia do Sul. Esta quinta-feira, pela primeira vez desde o início do surto, as autoridades chinesas não reportaram nenhum novo caso de contaminação de origem local, sendo os registados importados.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, infetou mais de 235 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 9.800 morreram.

Das pessoas infetadas, mais de 86.600 recuperaram da doença.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se já por 177 países e territórios, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

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