De "Chicão" a Francisco Rodrigues dos Santos: novo líder do CDS deixou o Sporting para vencer na política

Presidente da Juventude Popular foi o preferido no 28.º congresso nacional do partido

• Foto: EPA

Francisco Rodrigues dos Santos, presidente da Juventude Popular, foi o quinto candidato a entrar na corrida à liderança do CDS-PP, e acabou por ser o "preferido" no 28.º congresso nacional do partido.

Eleito presidente da JP em 2015, conhecido na jota e no partido por "Chicão", é autor, "em nome próprio", de uma moção de estratégia global ao próximo congresso que esteve a divulgar, nas últimas semanas, junto de estruturas e dos militantes e já tem um "hashtag" usado pelos seguidores no Facebook - #seguiremfrente.

Em janeiro de 2018, a revista Forbes colocou este advogado, de 31 anos, natural de Coimbra, que estudou no Colégio Militar, na lista dos 30 jovens mais influentes da Europa" ("30 under 30 - Law&Policy 2018").

Profissionalmente, formou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, e é atualmente advogado e consultor. Chicão foi a primeira baixa no Conselho Diretivo do Sporting presidido por Frederico Varandas.

"Uma vez que me proponho a alcançar uma posição política de elevado grau de responsabilidade nacional, entendo que a simples assunção desse objetivo poderia conflituar com o meu lugar no Sporting. Embora os Estatutos do clube permitam a legal conciliação entre as minhas atuais e possíveis futuras funções, entendo ser meu dever prevenir eventuais incompatibilidades éticas e morais, agindo em defesa da lisura e da transparência com que sempre pautei a minha conduta pública e privada", lia-se na carta dirigida ao presidente da Assembleia Geral do clube, Rogério Alves, a que Record teve acesso.

Na mesma missiva, Francisco Rodrigues dos Santos, que detinha o pelouro dos núcleos leoninos, fez um balanço da sua atividade, recordando a inauguração e oficialização de "50 novas estruturas", contabilizando, desde o início do mandato, visitas "a mais de 200 entidades diferentes".

"Saio com a consciência tranquila e com certeza que coloquei intransigentemente os interesses do Sporting sempre em primeiro lugar. Serei agora mais um sportinguista de corpo e alma, a apoiar e a torcer da bancada pelo nosso sucesso coletivo. E a apoiar incondicionalmente este Conselho Diretivo e o seu presidente, subscrevendo cada uma das linhas do seu projeto para reerguer o Sporting, louvando a coragem, a seriedade e urbanidade com que dirigem o clube que amarei até à eternidade", rematou Francisco Rodrigues dos Santos.

Em termos políticos, Rodrigues dos Santos, um admirador de Winston Churchill, filiou-se na JP em 2007 e no CDS em 2011, exercendo o cargo de deputado municipal em Lisboa, desde 2017. Candidato a deputado pelo Porto nas legislativas de outubro, falhou a eleição.

A atual corrida à liderança do CDS começou logo na noite das eleições, em que o partido passou dos 18 para cinco deputados, com 4,2% dos votos, um dos piores resultados desde a década de 1990.

Nessa noite, Assunção Cristas, presidente desde 2016, anunciou a sua saída do cargo e anunciou a antecipação do congresso, marcado duas semanas depois para 25 e 26 de janeiro, em Aveiro.

Ainda nessa noite, uma hora depois de se saber da decisão de Cristas, Abel Matos Santos, da Tendência Esperança em Movimento (TEM), anunciou a sua candidatura.

Nas 24 horas seguintes, dois dirigentes afirmaram-se também "em reflexão" -- primeiro Filipe Lobo d'Ávila, ex-secretário de Estado, que lançou um grupo crítico da liderança de Assunção Cristas, "Juntos pelo Futuro", que se confessou em "estado de choque" com o resultado, e João Almeida, deputado, porta-voz do CDS e também antigo secretário de Estado.

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