Diretor do Hospital Trofa Saúde acusa mulher que caiu nas escadas de ter ignorado "avisos" de perigo

José Carlos Vilarinho assegura que não foi negada assistência mas confirma que tratamentos teriam de ser pagos

• Foto: CMTV

José Carlos Vilarinho, diretor clínico do Hospital Trofa Saúde, admitiu que a mulher de 46 anos que ficou com vários ferimentos após ter caído nas escadas rolantes do hospital privado de Alfena teria de pagar os tratamentos.

O médico assegura que não foi negada assistência e acusa Fernanda Campelo de ignorar os avisos junto às escadas rolantes onde ocorreu o acidente.

"Sim, a senhora, utente do SNS que foi fazer exames convencionados caiu no Hospital de Alfena. Ignorando os avisos expressos de forma cristalina no sentido de pessoas idosas evitarem as escadas rolantes, deixou o familiar idoso usar as mesmas escadas e embrulhou-se com o mesmo numa queda mais que previsível. Mau funcionamento das escadas? Piso escorregadio? Obstáculos inadequados, elevadores avariados? Não e não e não. Um simples acidente. Toda a gente disponível de imediato. Ajudar, assistir, apoiar. Segundos depois, transportada de cadeira de rodas, está no SU, como seria elementar.Assistida por dois médicos. Um MGF especializado em serviços de urgência. Um especialista em Cirurgia Geral.Observar, questionar, examinar.Vai fazer um Rx ao punho, queixa principal. Desinfecção das feridas, vai ter de ser suturada. Como teve um traumatismo craneano, será de bom senso fazer TAC cerebral. Vai fazer aqui já uma medicação para as dores. Sim nós temos cá ortopedistas para saber se tem fracturas. Sim temos neuroradiologistas para relatar a TAC. Sim temos neurocirurgião para avaliar caso haja lesão. Sim aqui o nosso cirurgião geral pode facilmente suturar essas feridas", refere, questionando depois:

"Em que parte desta descrição assistencial completa e multidisciplinar, que não é nada mais do que a nossa obrigação, se pode retirar o título: Hospital privado recusa assistência a doente que caiu nas suas instalações?"

"Mas como se paga isto? Não resultando de incúria do hospital, não tendo o doente seguro de saúde ou subsistema financiador, a resposta clara na lógica que qualquer privado é: terá de ser o próprio. Não sendo um hospital público, onde a despesa grande ou pequena é paga e suportada sempre e sempre pelos impostos de quem trabalha, a lógica não será sempre a mesma? Estando o doente consciente, não estando em risco de vida, tem ou nao tem o direito de ser informado dos valores prováveis dessa despesa? Ou será legítimo proceder a todos os estudos e tratamentos sem o doente ser informado?", prossegue.

José Carlos Vilarinho mostra-se indignado como o assunto foi tratado nas redes sociais e deixa garantia: "Trabalha aqui demasiada gente, seres humanos dignos, que todos os dias de forma solidária, cada um nas suas funções, todos importantes, de forma abnegada, dão o seu melhor pela saude e conforto do seu semelhante. Não vai ser esta histeria sensacionalista irracional que vai destruir o que juntos construimos".

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