Distrito de Coimbra em alerta máximo de risco de cheia

Em causa a rotura de dique no canal principal do Mondego

Rotura de dique no Rio Mondego
Mau tempo provocou enchente do caudal do Mondego
Rotura de dique no Rio Mondego
Mau tempo provocou enchente do caudal do Mondego
Rotura de dique no Rio Mondego
Mau tempo provocou enchente do caudal do Mondego

Quatrocentos operacionais estão este sábado em três concelhos da região do Baixo Mondego a acudir a problemas causados pelo mau tempo, disse o Comandante Distrital de Operações de Socorro de Coimbra.

Em conferência de imprensa, Carlos Luís Tavares explicou que no terreno estão corporações de bombeiros dos distritos de Coimbra, Aveiro, Castelo Branco e Leiria.

Colaboram ainda, com as demais autoridades, a GNR, a PSP, uma equipa de fuzileiros, a Cruz Vermelha e uma equipa da força especial de bombeiros.

Em Vila Nova de Poiares, há equipas de reserva.

Os concelhos mais afetados e que obrigam a esta intervenção são, sobretudo, Soure, Montemor-o-Velho e Coimbra.

A Câmara de Coimbra solicitou este sábado às populações localizadas entre Bencanta e Ameal, na margem esquerda junto ao rio Mondego, uma linha reta de oito quilómetros, que preparem evacuação, na sequência do mau tempo que tem atingido Portugal.

"Informa-se que a Proteção Civil Municipal está a solicitar à população das povoações de Bencanta; Espadaneira; Pé de Cão; Casais do Campo; Carregais; Taveiro; Ribeira de Frades; Vila Pouca do Campo; e Ameal (indicativamente entre a Linha Ferroviária do Norte e o Rio Mondego) a acondicionar algum material, acautelar os seus bens e a preparar a evacuação", refere uma nota de imprensa enviada à agência Lusa.

Também a Câmara de Montemor-o-Velho declarou este sábado "alerta máximo de risco de cheia" para as zonas baixas de Carapinheira, Montemor-o-Velho, Meãs do Campo, Tentúgal e Ereira, logo após a rotura de um dique no canal principal do Mondego.

Fonte da autarquia disse à agência Lusa, por volta das 16:35, que o dique do rio Mondego, junto a Formoselha, "rebentou".

Os fortes efeitos do mau tempo, que se fazem sentir desde quarta-feira, já provocaram dois mortos, um desaparecido e deixaram 144 pessoas desalojadas, registando-se 9.500 ocorrências no continente português, na maioria inundações e quedas de árvore.

O mau tempo provocado pela depressão Elsa, entre quarta e sexta-feira, a que se juntou hoje o impacto da depressão Fabien, provocou também condicionamentos na circulação rodoviária e ferroviária, bem como danos na rede elétrica, afetando a distribuição de energia a milhares de pessoas, em especial na região Centro.

No balanço realizado às 13:00 de hoje, a Proteção Civil indicou que a situação no rio Mondego é a mais preocupante, estando a decorrer evacuações para prevenir os efeitos de eventuais cedências de diques.

O IPMA já havia alertado para os efeitos da depressão Fabien, em especial no Norte e no Centro, estando previstos intensos períodos de chuva e vento forte de sudoeste, com rajadas que podem atingir 90 km/hora no litoral norte e centro e 140 km/hora nas terras altas.

Prevê-se que estes efeitos vão diminuindo e que se registe uma melhoria gradual do estado do tempo a partir de domingo.

Os distritos do Porto, Viana do Castelo, Aveiro, Coimbra e Braga vão estar entre as 21:00 de hoje e as 12:00 de domingo em aviso vermelho, devido à agitação marítima, a que se soma Vila Real, por causa de fortes rajadas de vento, que podem atingir 140 quilómetros/hora.

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