Dívida pública baixa 187 milhões de euros em julho

Governo pretende baixar o rácio da dívida pública para os 118,6% do PIB

mario centeno ministro finanças parlamento
Mário Centeno
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A dívida pública na ótica de Maastricht, a que interessa a Bruxelas, baixou 187 milhões de euros em julho deste ano para os 251 mil milhões de euros. Este é o segundo mês consecutivo em que o endividamento público diminui. Os dados foram revelados esta segunda-feira, 2 de setembro, pelo Banco de Portugal.

De acordo com os dados disponibilizados pelo banco central, foi nos títulos de curto prazo e nos empréstimos de curto prazo que o endividamento público baixou em julho. Já os títulos de longo prazo e os valores em numerário e em depósitos subiram nesse mês. Em julho, o IGCP, a agência que gere a dívida pública, foi ao mercado para se financiar a 10 e 26 anos num montante total de 1.023 milhões de euros.

"Para esta diminuição contribuiu essencialmente a redução dos títulos de dívida", concretiza o BdP na nota de informação estatística. Em junho, a dívida pública baixou cinco mil milhões de euros dado que foi amortizada uma linha de obrigações.
Em percentagem do PIB, a dívida pública fechou o segundo trimestre (junho de 2019) com um rácio de 122,5%, ligeiramente acima dos 122,2% do PIB que o Banco de Portugal tinha revelado a 22 de agosto. Ainda assim, este continua a ser o valor mais baixo desde o primeiro trimestre de 2012.

Os valores da dívida pública, tanto o rácio como o valor absoluto, foram afetados no mês de agosto por uma mudança metodológica do Eurostat que implicou um aumento do endividamento público nesta ótica de Maastricht em toda a série histórica, ainda que esse valor já fosse tido em conta como dívida do Estado.

O Governo pretende baixar o rácio da dívida pública para os 118,6% do PIB, mas já admitiu rever essa meta numa próxima oportunidade dada que a mudança nas regras europeias tornou mais difícil atingir esse objetivo. Em vez de ter de reduzir 2,9 pontos percentuais, o Governo tem agora de reduzir cinco pontos percentuais, quase o dobro do esforço.
O Banco de Portugal revela ainda que os ativos em depósitos das administrações públicas - a chamada "almofada financeira" - diminuíram 900 milhões de euros em julho face a junho, tendo fixado nos 16,5 mil milhões de euros.

Outro indicador importante para a dívida pública é o seu custo. De acordo com os dados do IGCP, o custo da dívida emitida até julho atingiu um novo mínimo histórico: 1,3%. 

Por Sábado
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