Do CD para Kim Jong-un ao erro sobre a Finlândia: o livro que Trump não quer ver publicado

Antigo assessor de segurança do presidente dos EUA revela detalhes incómodos sobre a presidência

O antigo assessor de segurança de Donald Trump escreveu um livro sobre o presidente dos Estados Unidos e as suas políticas, uma obra que ainda não foi publicada, mas que já causa celeuma no país. John Bolton  conta detalhes tão insólitos como o facto de Trump achar que a Finlândia faz parte da Rússia. 

Apesar de o livro - intitulado 'The Room Where It Happened: A White House Memoir' - só ir para as bancas no dia 23 deste mês, a imprensa já começou a publicar excertos e a Casa Branca pede que a sua publicação seja travada, sob pena de poder colocar em causa a segurança nacional.

O livro retrata algumas situações embaraçosas para Donald Trump. Conta que durante muitos meses o presidente dos EUA andou obcecado em entregar ao líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, o CD de 'Rocket Man', de Elton John.

Depois de apelidar Kim Jong-un de 'rocket man' (homem foguete), por causa do seu programa nuclear, quis depois convencer o ditador que se tratava de um apelido carinhoso.

O Washington Post escreve que Trump pediu ao secretário de estado, Mike Pompeo, que desse o CD de Elton John a Kim numa cimeira de líderes, em 2018, mas ele não o fez. Nos meses seguintes a entrega do CD passou a ser "uma prioridade de estado".

Segundo o mesmo jornal na obra Bolton conta que Donald Trumpo quis tirar o seu apoio a Juan Guaidó, opositor ao regime de Nicolás Maduro na Venezuela, apenas 30 horas depois de o ter garantido. E porquê? Porque Trump estava preocupado com o facto de Guaidó parecer um menino em comparação com o durão Nicolás Maduro... 

Negócios da China

Bolton explica que em 2019, numa reunião do G20, no Japão, Trump pediu ao presidente da China, Xi Jinping, que o ajudasse a ganhar as eleições deste ano com a compra de soja e trigo aos EUA, pois isso ajuda-lo-ia a angariar votos.  "Implorou a Xi que o ajudasse a ganhar", cita o 'The Wall Street Journal'. Na mesma reunião Trump terá apoiado a ideia do presidente chinês de construir campos de detenção para a minoria muçulmana uigur na província de Xinjiang.

Bolton retrata Trump como um presidente que não faz ideia do que se passa no mundo. No excerto publicado pelo 'New York Times' o antigo assessor revela que o presidente "não sabia, por exemplo, que o Reino Unido é uma potencia nuclear e perguntou se a Finlândia fazia parte da Rússia"...

Chegou a ameaçar sair da NATO em julho de 2018. O presidente queria que os outros membros da aliança aumentassem os seus gastos militares e terá dito a Bolton: "Saímos e não defendemos quem não pague." Os seus assessores demoveram-no, Trump não chegou a ameaçar com a saída mas pediu que todos os membros aumentassem as despesas militares para 4 por cento do respetivo PIB, uma subida de dois por cento relativamente ao que tinha sido acordado uns anos antes.

Trump terá também prometido a Recep Tayyip Erdogan, presidente da Turquia, interferir na justiça norte-americana no sentido de ajudar uma empresa turca que estava a ser investigada pelas autoridades fiscais em Nova Iorque. "Disse que se encarregaria disso explicando que os fiscais em causa não eram da sua gente, mas sim gente de Barack Obama, e que o problema seria resolvido quando os substituisse".

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