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Stefano Gabbana, metade da marca de luxo italiana, abandonou o cargo de "chairman" da empresa em janeiro, saída que apenas agora foi conhecida
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Stefano Gabbana está de saída da marca a que deu metade do nome. A Dolce & Gabbana perdeu o seu "chairman", com Gabbana a demitir-se do cargo em janeiro, estando agora a avaliar opções que implicam a ponderação da venda da sua posição de 40% na empresa de moda.
Em comunicado, a marca confirmou a renúncia de Stefano Gabbana, que foi substituído por Alfonso Dolce, irmão de Domenico e atual CEO, afirmando tratar-se "de uma evolução natural da estrutura da organização e de 'governance'". Na mesma missiva, o grupo dá conta que Gabbana cessou funções em todas as empresas: Dolce & Gabbana Holding Srl, Dolce & Gabbana Trademarks Srl e Dolce & Gabbana Srl.
Aos 63 anos de idade, a incerteza paira no facto de o estilista italiano se manter como co-diretor criativo, ao lado de Domenico Dolce, parceiro de negócios e ex-marido, ainda que a empresa tenha sustentando que a renúncia "não tem qualquer impacto nas atividades criativas desenvolvidas em nome do grupo". A Dolce & Gabbana foi fundada em 1985, em Itália, com Gabbana a deter 40% do grupo, Domenico Dolce a controlar 41,8% de forma direta e os seus irmãos a terem, cada, 3,6% de forma direta e os restantes 11,1% a serem divididos entre os três Dolce.
Apesar de ser uma empresa privada, a Bloomberg avança que a empresa está a negociar a sua dívida com os credores, uma vez que tem sentido um forte impacto da crise que está a afetar o setor da moda de luxo, ainda antes da guerra do Irão. Atualmente, a dívida aos credores está fixada em 450 milhões de euros, depois de ter captado um novo empréstimo de 150 milhões de euros. Para reduzir este valor, a empresa está a considerar a venda de imóveis e a renovação de algumas licenças, de forma a conseguir mais capital para suportar o pagamento do empréstimo.
Neste momento, a Dolce & Gabbana é das poucas marcas de luxo no mercado que mantém a sua independência, estando num grupo próprio que aposta em moda, perfumaria cosmética e artigos para casa. A decisão de se manterem sozinhos acontece numa altura em que a Prada chegou a acordo para comprar a Versace por 1,25 mil milhões de euros, e da Kering, dona da Gucci, ter empurrado a aquisição da totalidade da Valentino para 2028, por causa do conflito no Médio Oriente.
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