«É com responsabilidade que recebemos esta confiança reforçada»: o discurso de Montenegro na tomada de posse

Cerimónia decorreu no Palácio Nacional da Ajuda

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Figura pública discursa ao lado da bandeira de Portugal
Posse de membros do Governo no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa
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Posse de membros do Governo no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa
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Posse de membros do Governo no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, no seu discurso da tomada de posse do XXV Governo Constitucional, esta quinta-feira, começou por mencionar a "enorme honra, acrescido sentido de responsabilidade e renovado empenho" com que assume o "compromisso de continuar a servir Portugal".

Montenegro aproveitou, primeiro, para expressar "gratidão" a Marcelo Rebelo de Sousa pela forma "impecável" com que têm vindo a colaborar. Luís Montenegro realçou também a "confiança reforçada" dos portugueses e a "humildade" para entender a confiança às oposições. Para o primeiro-ministro, "a estabilidade política é uma tarefa de todos".

No discurso, o primeiro-ministro anunciou a antecipação do objetivo de 2% do PIB nos encargos das áreas da defesa, já para este ano. "Trata-se de um plano que vamos ultimar nos próximos dias e que se vai desenvolver nos próximos anos e do qual darei conhecimento prévio aos dois maiores partidos da oposição", explicou. E acrescentou: "Um plano realista que não porá em causa as funções sociais e o equilíbrio orçamental". O primeiro-ministro evocou Francisco Sá Carneiro que mencionava que "os portugueses estão ansiosos por que se deixem os governantes de grandes discursos para se deterem ao exercício singelo e discreto da sua função - trabalhar para resolver os problemas das pessoas e da nação".

No seu discurso, Luís Montenegro focou-se na criação de riqueza - que refere ser a prioridade número um do Governo - e no combate à burocracia. "Quero declarar guerra à burocracia e a falta de capacidade de articulação entre organismos públicos", afirmou, referindo-se à criação do novo ministério da Reforma do Estado. "Ao criar o ministério para promover esta transformação, fica muito claro que todos os departamentos serão chamados a colaborar neste objetivo nacional".

O primeiro-ministro disse que a mudança que irá ser feita "não é contra ninguém", mas antecipou que "não faltarão vozes a manifestar dúvidas e temores perante a simplificação e digitalização de processos, a utilização de inteligência artificial e a diminuição de mecanismos complexos de controlo prévio". "Mas aviso já que não confundimos a responsabilidade de ouvir e ponderar com hesitação em agir. A reforma do Estado é para fazer", sublinhou.

O primeiro-ministro empossado, definiu outro ponto-chave: os recursos humanos, reforçando a importância de reter o talento no País, mas também, a importância de os emigrantes cumprirem regras à entrada e na permanência no País". Ainda sobre a emigração, Luís Montenegro adiantou que seguirá a ideia de criar uma unidade de estrangeiros e fronteiras e de aumentar a exigência na atribuição da nacionalidade portuguesa.

O primeiro-ministro falou ainda do tema da segurança, que considera "um pilar da liberdade, tranquilidade e do exercício dos direitos e da qualidade de vida", reconhecendo-a, também, como um ativo económico.

Para terminar o discurso, Luís Montenegro proferiu algumas frases-mote: "Vamos ao trabalho, pelo nosso futuro, pelo futuro das famílias portuguesas. Vamos ao trabalho pela vida e pela dignidade, por cada português. Vamos ao trabalho por Portugal". 

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