Em ano de pandemia, portugueses apostam 598 mil euros por hora no jogo online

Portugal disparou mais de 60% nos três primeiros trimestres e aproxima-se dos quatro mil milhões de euros

Em média, a cada hora até 30 de setembro foram apostados perto de 600 mil euros
Em média, a cada hora até 30 de setembro foram apostados perto de 600 mil euros

Os portugueses apostaram quase quatro mil milhões de euros no jogo online nos primeiros nove meses deste ano, um valor que foi impulsionado pelos jogos de fortuna e azar. Em média, foram apostados 598,7 mil euros por hora.

Os dados divulgados esta quarta-feira pelo Serviço de Regulação e Inspeção de Jogos (SRIJ) mostram que o volume apostado ascendeu a 3.937,3 milhões de euros, mais 63,1% do que nos primeiros nove meses de 2019.

O maior contributo veio dos jogos de fortuna e azar, que beneficiaram do encerramento temporário dos casinos e salas de jogo, com um montante de apostas de 3.474,6 milhões de euros, o que corresponde a uma subida de 68,9%.

Já nas apostas desportivas à cota, o volume de apostas cifrou-se em 462,7 milhões de euros, um crescimento de 29,4%. Este segmento foi penalizado pela interrupção das competições desportivas na primavera devido à pandemia. 

Receitas brutas sobem 48,7%

Em termos de receita bruta dos operadores, que abate os montantes distribuídos em prémios ao total das apostas, a subida cifrou-se em 48,7%, para os 223,1 milhões de euros.

O segmento dos jogos de fortuna e azar online registou receitas de 125,4 milhões de euros, superando já os 108,3 milhões obtidos em todo o ano passado.

O cenário é bem diferente nas apostas desportivas à cota, com a paragem de praticamente todas as competições desportivas na primeira vaga da pandemia a penalizar as receitas. Ainda assim, os 97,8 milhões de euros alcançados traduzem uma subida homóloga de 32,7%.

Estado arrecada 68 milhões em impostos

A receita fiscal para os cofres do Estado em sede de imposto especial sobre o jogo online (IEJO) ascendeu a 68,3 milhões de euros.

Este montante representa uma subida de 19,2%, ou 11 milhões de euros, face aos primeiros nove meses de 2019.

Por Negócios
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