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Epidemia de "falsos acidentes": burlões viajam com a 'família' e alvo preferencial são mulheres sozinhas ao volante
As vítimas já perderam mais de 70 mil euros em 2026
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Ana (nome fictício), uma idosa perto dos 70 anos, conduzia tranquilamente o seu carro numa estrada em Trancoso, distrito da Guarda, quando pelo retrovisor avistou uma carrinha azul-escura, colada à traseira do seu veículo, fazendo sinais de luzes e buzinando frenética e insistentemente. Alarmada, Ana resolveu encostar. Foi então que o casal que seguia na carrinha a abordou, decidido. Alegou que ela tinha embatido no veículo, que provocara estragos nunca inferiores a 700 euros e que o melhor seria resolver o assunto ali mesmo, depressa e a bem, pois, em alternativa, teriam de chamar as autoridades que, garantiam, iam subtrair-lhe pontos da carta ou mesmo retirar-lhe o título de condução em definitivo.
Por esta altura, Ana ainda não sabia que tinha caído no chamado esquema dos “falsos acidentes”, uma das burlas mais comuns em Portugal, que lesou, em 2025, seis dezenas de pessoas em 77.480 euros. E nos primeiros seis meses deste ano já fez com que 30 vítimas perdessem 72.540 euros (números que confirmam um aumento de 15,4% face ao mesmo período do ano passado). Fora todos os casos que não chegam às autoridades, por vergonha. Leia o artigo na íntegra na Sábado.