Estivadores acreditam em solução nos portos até ao final da semana

Disse o presidente do Sindicato no Parlamento

António Mariano, SEAL, estivadores
António Mariano, SEAL, estivadores

O presidente do Sindicato dos Estivadores e da Actividade Logística (SEAL), António Mariano (na foto), adiantou esta quarta-feira, 19 de Dezembro, no Parlamento que, depois do acordo assinado no dia 14 para a integração dos trabalhadores precários de Setúbal, o entendimento pressupõe ainda que os problemas de perseguição dos seus associados em Leixões e Caniçal "estarão resolvidos no final desta semana".

"As restantes condições esperamos que estejam resolvidas até final da semana e em Lisboa até 15 de Janeiro, é essa a promessa que temos do Governo e dos operadores", afirmou o sindicalista.

A greve ao trabalho suplementar decretada em todos os portos nacionais, que teve impacto em Lisboa, Setúbal e Figueira da Foz, começou a 13 de Agosto, estando o pré-aviso válido até ao início do próximo ano.

António Mariano salientou que a situação em causa se deve ao facto de "os trabalhadores que se filiaram no SEAL passarem a ganhar metade. Isto é ilegal, mas há dois anos que está a acontecer".

Com a mediação a decorrer, o sindicalista disse que "o que se pretende é uma declaração que estamos a cumprir a lei".  "Esperamos que até ao fim da semana seja possível declaração de compromisso para futuro", acrescentou.

António Mariano explicou, na sua intervenção inicial, que o conflito que dura há alguns meses nos portos nacionais resulta de dois aspectos: a precariedade em Setúbal e "a perseguição aos sócios do SEAL por discriminação salarial em Leixões e Caniçal", situação que "continua por resolver" e que está na base da greve ao trabalho suplementar iniciada a 13 de Agosto.

Já em Setúbal, frisou, "a situação alterou-se radicalmente em virtude do que se passou nas últimas semanas", com contratos em termo imediato para 56 trabalhos precários e a curto prazo de mais 10 a 37.

O responsável do SEAL não deixou de criticar "a intervenção musculada" que teve lugar em Outubro "para trabalhar navio da Autoeuropa", o que "fez com que todos os exportadores ficassem parados". "Naquele dia outro navio de automóveis, outro de fruta e outros que era suposto trabalhar e não trabalharam. Para permitir que um exportar funcionasse toda a resto da economia ficou bloqueada", afirmou.

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