EUA prontos para enviar tropas para a Venezuela

Mike Pompeo admite possibilidade

• Foto: Reuters
O secretário de Estado dos Estados Unidos da América, Mike Pompeo, afirmou que os norte-americanos estão prontos para tomar uma posição militar para auxiliar a tentativa de deposição de Maduro na Venezuela.

"A ação militar está em cima da mesa. Se for isso que é necessário, será o que os EUA vão fazer", disse Pompeo durante uma entrevista com a Fox Business Network, esta quarta-feira. O secretário de Estado disse ainda que apesar de não descartar a possibilidade de uma intervenção militar, os EUA preferiam muito mais uma transição de poder pacífica. 

Juan Guaidó, o autoproclamado presidente interino da Venezuela, insistiu que o presidente Nicolás Maduro desencadeou na madrugada de terça-feira um ato de força contra o atual governo. Guaidó proclamou ter a apoiá-lo os militares, mas a mesma pretensão foi feita por Maduro.

Num vídeo gravado logo ao início da manhã, Guaidó apelou aos venezuelanos para voltarem às ruas para uma "rebelião pacífica". O govenro respondeu acusando Guaidó de tentar um golpe de Estado. 

Durante o dia houve poucos desenvolvimentos, situação para a qual terá contribuído o alegado corte de acesso a redes sociais (como o Twitter, o YouTube ou o Facebook) e o facto de as comunicações telefónicas terem estado muitas vezes interrompidas.

As imagens mostravam centenas de pessoas nas ruas a favor de Guaidó e inclusivamente um carro armado ao serviço de Maduro a investir contra a multidão. Mas há também imagens de populares a apoiarem as forças afectas ao regime.

O Presidente da Venezuela Nicolás Maduro, apelou às Forças Armadas Bolivarianas (FAB) para que mantenham "lealdade absoluta" ao seu Governo, no mesmo dia em que um grupo de militares venezuelanos apoiaram uma tentativa de golpe do líder opositor Juan Guaidó.

"Chamo as FAB a unirem-se cada vez mais ao povo e à lealdade absoluta e a ter presente o provérbio do coração, que diz: leia sempre, traidores nunca. Junto do povo, sempre. Junto da Constituição", disse.

O apelo foi feito, na terça-feira , durante um discurso ao país, transmitido em simultâneo, de forma obrigatória, pelas rádios e televisões venezuelanas, desde o palácio presidencial de Miraflores, em Caracas.

Devido aos conflitos entre as forças policiais e os populares resultaram mais de cem feridos e pelo menos um morto, avança a organização não-governamental venezuelana Provea que afirma que um homem de 24 anos morreu durante os protestos no estado de Aragua.

"Lamentamos o assassinato hoje [terça-feira] do jovem Samuel Enrique Mendez, de 24 anos, no estado de Aragua, durante os protestos. Testemunhas culpam os grupos paramilitares (...)", escreveu a ONG na sua página da rede social Twitter, acrescentando que, com esta morte, já foram registados 53 mortos desde o início do ano durante os protestos contra o regime venezuelano.

Segundo a Provea "80% das mortes são de responsabilidade da polícia, militares e paramilitares".

Face à situação que se vive na Venezuela, o Governo português já indicou que, até ao início da noite de terça-feira em Portugal, não havia registo de problemas com a comunidade portuguesa.
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