EUA, Reino Unido e França pedem de novo inquérito a armas químicas na Síria

Negociações arrancam amanhã, mas ainda não se sabe quando ocorre a votação

• Foto: Reuters

Os Estados Unidos da América, o Reino Unido e a França, os três países que lançaram um ataque à Síria na madrugada de sábado, querem que o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprove uma resolução acerca de uma nova investigação aos ataques com armas químicas na Síria.

Segundo o jornal The Guardian, a entrega da resolução ocorreu horas depois do ataque aliado nos arredores de Damasco e junto a Homs. O documento pede o acesso a ajuda humanitária, a aplicação de um cessar-fogo e exige que a Síria entre em conversações de paz "de boa fé, construtivamente e sem condições prévias".

Depois do ataque, os aliados querem voltar à diplomacia. As negociações acerca da resolução vão arrancar na segunda-feira, dia 16, mas não se sabe quando esta será votada.

No sábado, o Conselho de Segurança da ONU reuniu de emergência para discutir o ataque à Síria. A Rússia sofreu uma derrota diplomática ao não conseguir aprovar uma iniciativa que condenava a agressão à Síria. Só a China e a Bolívia é que votaram a favor.

Em Novembro, a Rússia usou o seu poder de veto no Conselho de Segurança três vezes para impedir um inquérito liderado pela ONU que provou que o regime sírio estava por detrás de um dos alegados ataques com armas químicas na Síria: o de Khan Sheikhun, em Abril de 2017.

Já chegaram à Síria encontram equipas da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ), que pretendem identificar os agentes químicos usados no ataque a Douma. Caso a resolução dos EUA, França e Reino Unido seja aprovada, os inspectores da OPAQ devem concluir, em 30 dias, se a Síria entregou de facto todo o seu arsenal de armas químicas em 2013 ou não.

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