EUA suspendem vacina da Johnson & Johnson que chega a Portugal amanhã

Decisão após seis casos de problemas com coágulos sanguíneos em pessoas que receberam o fármaco

A Food and Drug Administration (FDA) e o Centro para o Controlo de Doenças (CDC) decidiram suspender de imediato a administração da vacina contra a covid-19 da Johnson & Johnson após seis casos de problemas com coágulos sanguíneos em pessoas que receberam o fármaco.

As autoridades de saúde norte-americanas pediram também aos estados para deixarem de administrar a vacina, que confere imunidade com uma única dose, enquanto investigam a situação.

O anúncio foi feito através do Twitter, tendo a FDA indicado que haverá uma conferência de imprensa pelas 15:00 (hora de Lisboa).



Os seis casos são todos mulheres com idades entre os 18 e os 48 anos, tendo uma delas morrido e outra encontra-se em estado crítico. As pacientes desenvolveram os coágulos no espaço de duas semanas após a toma da vacina.

Até ao momento, mais de 6,8 milhões de pessoas nos EUA já receberam a vacina da J&J e perto de nove milhões de doses foram enviadas para os diversos estados. A FDA refere que estas reações adversas aparentam ser "extremamente raras".



Uma reunião do comité de aconselhamento do CDC está agendada para quarta-feira.


Esta é a segunda vacina a levantar questões sobre os riscos de coágulos, depois do sucedido com o fármaco desenvolvido pela AstraZeneca e a Universidade de Oxford, que levou diversos países europeus a restringir a utilização desta vacina. 

Em Portugal foi determinado que a vacina da AstraZeneca apenas deverá ser administrada a pessoas com mais de 60 anos.

Portugal espera esta semana a chegada das primeiras 30 mil de 4,5 milhões de doses desta vacina de toma única aprovada pela Agência Europeia do Medicamento. A vacina da Johnson & Johnson tem chegada a Portugal prevista para quarta-feira.

O facto de precisar de apenas uma dose não é a única novidade desta vacina, que pode também ser mantida à temperatura de um frigorífico doméstico, além de se ter mostrado eficaz contra as variantes do vírus. Ainda assim, a sua eficácia fica um pouco aquém da concorrência, já que é de apenas 72%.

Durante o segundo trimestre do ano deverão chegar a Portugal mais 1,25 milhões de doses desta vacina, que devem perfazer um total de 4,5 milhões. Na Europa são esperadas cerca de 400 milhões, o que só é possível porque a Johnsson&Johnsson (dona da farmacêutica Janssen) está a trabalhar com a concorrente Merck para acelerar a produção.

Esta é uma vacina que funciona através do vetor viral, ou seja, contém na sua formulação uma parte do vírus inofensiva para que o corpo possa, a partir daí, construir as suas defesas e criar anticorpos.

Por Negócios
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