Fórum para a Competitividade vê PIB a crescer 2,5% no segundo trimestre

Acima do registado no primeiro trimestre

Pedro Ferraz da Costa
Pedro Ferraz da Costa
Pedro Ferraz da Costa

Se em Maio o Fórum para a Competitividade antecipava uma continuação da desaceleração no segundo trimestre, a nota de conjuntura de Julho mostra um cenário mais positivo. No documento publicado esta quinta-feira, dia 2 de Agosto, o Fórum antevê uma subida entre 2,2% e 2,5% do PIB de Abril a Junho, em linha com as previsões de outras instituições como a Católica (2,4%) e o ISEG (2,6%). 

"Os dados das exportações de Abril e Maio evidenciaram uma clara aceleração, enquanto os dados referentes à procura interna se revelaram com uma tendência ligeiramente positiva", explica o Fórum para a Competitividade, referindo que, "tudo somado, parece que a economia terá acelerado no 2º trimestre, podendo apresentar um crescimento homólogo entre 2,2% e 2,5%". 

Apesar desta revisão em alta da economia portuguesa no segundo trimestre, as críticas à falta de aproximação com a Europa mantêm-se. "Portugal está a desperdiçar uma conjuntura externa excepcional, que já está mesmo a dissipar-se, não aproveitando para convergir com a UE", critica o Fórum, com base nas previsões de Verão da Comissão Europeia, que reviu em baixa o crescimento económico em Portugal. 

Numa análise aos países que, em 2000, tinham um PIB per capita, em paridades de poder de compra, inferior à média europeia, a nota de conjuntura conclui que "as únicas [economias] que vão crescer abaixo da média são a Grécia e Portugal, que estão claramente do lado errado do gráfico". "Não faz qualquer sentido comparar o crescimento das economias menos desenvolvidas com as mais avançadas, porque aquelas têm todo um trabalho de convergência a fazer, de imitar as melhores práticas, que lhes permite crescer de forma mais rápida durante esse processo", justifica o Fórum.

Para a entidade, apesar da aceleração no segundo trimestre, o crescimento económico de Portugal continua a ser "fraco". "Nem de propósito, o INE divulgou este mês o 2º Inquérito aos Custos de Contexto, cuja principal conclusão é que não houve melhoria em relação ao 1º Inquérito, realizado em 2014, pelo que o nosso fraco crescimento não surpreende", lê-se na nota. 

"Este Governo não tomou qualquer medida de fundo que permitisse diminuir os custos de contexto, que representam alguns dos maiores obstáculos ao crescimento económico, que é um dos nossos maiores problemas", acrescenta o Fórum. 

A estimativa rápida do PIB será divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) no dia 15 de Agosto e depois com dados mais detalhados a 31 de Agosto.

"Sinais mistos" na guerra comercial

Na nota, o Fórum recorda o perigo de uma guerra comercial generalizada que poderá, como estima o FMI, tirar 0,5% ao PIB mundial. Contudo, actualmente os sinais são "mistos". 

Por um lado, "há, sobretudo, um apaziguamento entre os EUA e a UE, com o acordo de suspender novas tarifas enquanto as negociações estiverem a decorrer", pelo que o risco de uma escalada das tensões diminuiu. Além disso, o acordo comercial entre a UE e o Japão é visto como positivo pelo Fórum.

Já as relações entre os EUA e a China "não melhoraram tanto, mas parece haver uma clara vontade de as autoridades chinesas evitarem um conflito aberto". "Na verdade, a resposta deste país asiático tem sido uma forte desvalorização da sua moeda, o que permite neutralizar em parte o efeito das tarifas", aponta a nota de conjuntura de Julho.

Autor: Negócios

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