GM vai cortar 8 mil postos de trabalho e descontinuar vários modelos

Empresa está a preparar o seu maior plano de reestruturação desde que entrou em insolvência há uma década

Chevrolet
Chevrolet

A General Motors vai reduzir a sua produção de automóveis, deixar de fabricar vários dos seus modelos menos vendidos, e cortar a sua força de trabalho nos Estados Unidos e Canadá em 15%, cerca de 8 mil funcionários, naquele que será o seu plano de reestruturação desde que a fabricante entrou em insolvência há uma década. O plano permitirá um poupança de cerca de 6 mil milhões de dólares por ano.

"As medidas que estamos a tomar fazem parte da nossa transformação para sermos ágeis, resilientes e rentáveis, ao mesmo tempo que nos dão flexibilidade para investir no futuro", afirmou a CEO Mary Barra, num comunicado citado pela CNBC. "Reconhecemos a necessidade de nos anteciparmos às mudanças nas condições de mercado e das preferências dos clientes para posicionar a nossa empresa para o sucesso a longo prazo".

A fabricante vai parar a sua produção em três fábricas, uma no Canadá e duas nos Estados Unidos, colocando em risco o futuro dessas unidades. Em causa está a fábrica em Oshawa, no Canadá, e as fábricas do Ohio e Michigan, todas elas responsáveis pela produção dos veículos menos vendidos da GM.

Entre eles estão o Chevrolet Volt, Impala e Cruze, o Cadillac CT6 e XTS, e o Buick LaCrosse, que deverão deixar de ser produzidos.

O plano de reestruturação será debatido com o sindicato United Auto Workers no próximo ano, de acordo com a agência noticiosa.

O canadiano Unifor, que representa a maioria dos trabalhadores sindicalizados no Canadá, disse este domingo que a GM informou que não haveria nenhum produto alocado à fábrica em Oshawa, a 60 quilómetros de Toronto, depois de Dezembro de 2019.

A GM emprega cerca de 2.500 funcionários sindicalizados em Oshawa, que produz o Chevrolet Impala e o Cadillac XTS. Também conclui a montagem final das pickups Silverado e Sierra.

As pressões de custos sobre a General Motors e fornecedores aumentaram nos últimos tempos, devido à quebra da procura pelos automóveis tradicionais. A isso juntam-se os custos associados às tarifas de Trump sobre o aço e o alumínio, que a empresa estimou recentemente em mil milhões de dólares.  

As acções da General Motors estão a subir 5,26% para 37,85 dólares.

Autor: Negócios

Deixe o seu comentário

Últimas Notícias

Notícias
Subscreva a newsletter

e receba as noticias em primeira mão

ver exemplo

Ultimas de Fora de Campo

Notícias