Governo reavalia restrições a bares e discotecas na próxima semana

Conselho de Ministros remete para a próxima semana a discussão sobre as restrições que ainda estão em vigor no âmbito do estado de calamidade

O Governo vai voltar a reavaliar, no Conselho de Ministros da próxima semana, as restrições ao funcionamento dos bares e discotecas.

Questionado hoje sobre o tema, na conferência de imprensa que se seguiu à reunião de minstros, o secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, André Moz Caldas, remeteu a tomada de decisões para a próxima semana.

"Essa matéria não foi objeto do Conselho de Ministros de hoje. Está em vigor uma resolução que declarou a situação de calamidade em todo o território nacional. Na próxima semana, o Conselho de Ministros reverá essa decisão e tomará decisões sobre os períodos subsequentes, e nessa altura apreciará todas as restrições que ainda estejam em vigor", declarou. 

"O silêncio da noite"

Esta quinta-feira, os empresários do setor da animação noturna organizam, em Lisboa, uma manifestação de protesto pela demora do Governo em pronunciar-se sobre a data de reabertura dos bares e discotecas, que foram forçados a encerrar em março devido à pandemia.

Segundo a Lusa, a manifestação "O silêncio da noite... à procura de respeito e respostas" foi marcada através das redes sociais pelo movimento "O silêncio da noite", que surgiu em consequência do encerramento, sem previsão de abertura, dos estabelecimentos noturnos, determinado pelo Governo devido à pandemia da covid-19.

Segundo o manifesto, a falta de medidas de apoio vão levar à insolvência, a curto prazo, de grande parte do setor, empurrando para o desemprego milhares de colaboradores diretos e indiretos, "num total estimado de 140.000 pessoas". Os empresários de espaços de diversão noturna afirmam que o setor "continua sem qualquer orientação por parte do Governo" sobre a retoma à atividade no âmbito da pandemia da covid-19, "numa altura em que praticamente todos os setores ou já reiniciaram as suas respetivas atividades económicas ou pelo menos sabem quando, como e com que apoios o poderão voltar a fazer".

Os empresários pretendem que seja considerado um conjunto de apoios, seja a fundo perdido ou a título de financiamento, "para fazer face aos custos decorrentes quer do período em que estas empresas estiveram encerradas e, portanto, sem vendas, quer para a óbvia quebra de receitas decorrente das eventuais restrições de capacidade que irão ser impostas", propondo uma reserva de verbas específica para a reabertura deste setor.

Por Negócios
Deixe o seu comentário

Últimas Notícias

Notícias
Subscreva a newsletter

e receba as noticias em primeira mão

ver exemplo

Ultimas de Fora de Campo

Notícias

Copyright © 2019. Todos os direitos reservados. É expressamente proibida a reprodução na totalidade ou em parte, em qualquer tipo de suporte, sem prévia permissão por escrito da Cofina Media S.A. Consulte a Política de Privacidade Cofina.

0