Há passageiros a viajar sem pagar nos Intercidades da CP

Empresa admite que situação se tem repetido sobretudo no troço entre Lisboa e Faro

• Foto: Mariline Alves

A situação foi denunciada por uma passageira de um comboio da CP na rede social Facebook: há quem entre nos comboios Intercidades, por vezes já esgotados, sem bilhete, por não haver bilheteiras em todas as estações. A empresa garante admite o problema mas assegura que o mesmo não coloca em causa a segurança dos passageiros. 

"A partir do meio da viagem, os bilhetes estão esgotados, mas nas estações onde não existem bilheteiras as pessoas entram em buscar de um lugar; espalham-se pelos corredores, junto das portas e na zona do bar, amontadas com todo um aparato de malas, bicicletas, cães, etc", explicou a utente numa publicação colocada nas redes sociais e partilhada pelo 'Dinheiro Vivo'.

Ao mesmo site, a CP admitiu que a situação se tem repetido principalmente no troço entre Lisboa e Faro, que passa por várias estações sem bilheteira, como é o caso de Ermidas-Sado. Os bilhetes para os Intercidades devem ser reservados com até 60 dias de antecedência e podem ser comprados em bilheteiras, caixas de Multibanco e/ou agências de viagem. Nos casos em que não há presença física, "é obrigatório que o passageiro se dirija ao agente da CP, antes ou imediatamente após embarque e antes de ocupar lugar, para solicitar a aquisição do respectivo título de transporte". 

Como a própria CP admite, nem sempre isso acontece. "A CP tem conhecimento de que, em dias de maior procura, se verificam situações com clientes que, não tendo comprado a sua viagem antecipadamente num dos diversos canais disponíveis, entram nos comboios sem previamente validarem com o revisor do comboio se existem lugares disponíveis e sem adquirirem a viagem junto dele, como deveriam fazer em cumprimento da regulamentação em vigor", revelou uma fonte oficial ao mesmo jornal, garantindo que a situação não coloca em perigo a segurança dos passageiros.

Ainda assim, e apesar de a CP considerar que o movimento nestas estações, "não justifica a abertura de bilheteiras", estas viagens podem representar uma queda de receita: as viagens de longo curso representam mais de 40% dos lucros de tráfego da empresa.

Autor: Sábado

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