Horta Osório sai do Lloyds em 2021

O gestor português vai cumprir 10 anos à frente do maior banco de retalho britânico.

António Horta Osório vai sair da liderança do Lloyds em junho de 2021, cumprindo um mandato de 10 anos à frente daquele que é o maior banco britânico de retalho.

 

"Convicto assumido de que as pessoas não se devem perpetuar nos cargos, para benefício das instituições e dos próprios, Horta Osório decidiu deixar o cargo de CEO do Lloyds em 2021 após uma década de enorme importância para o maior banco de Inglaterra e altamente desafiante para o gestor", refere um comunicado do Lloyds.  

 

"É com um misto de emoções que anuncio a minha intenção de deixar o Lloyds Banking Group em junho do próximo ano. Foi um enorme privilégio ter contado com o apoio de uma equipa extraordinária, tanto no Conselho de Administração como no Conselho Executivo, com a qual vou continuar a contar até terminarmos a implementação do nosso plano estratégico, contribuindo para transformar o Grupo no banco do futuro", refere o gestor português, citado no mesmo comunicado.

 

A saída do gestor português ocorrerá depois de terminar o terceiro plano estratégico para o banco, que tinha como principais objetivos preparar a instituição para um mundo digital e contribuir para a transição do Reino Unido para uma economia de baixo carbono.

 

Horta Osório assumiu os comandos do Lloyds em março de 2011, na sequência da aquisição do HBOS, que implicou a entrada do Estado no banco, com 39% do capital.

 

A instituição, que tinha prejuízos desde o início da crise de 2008, voltou a registar lucros em 2015. Dois anos mais tarde, regressou à esfera privada com lucro para o Estado britânico.

 

Em comunicado, a instituição lembra que seis anos depois da entrada de Horta Osório no banco, "o Lloyds devolveu na totalidade os 21 mil milhões de libras dos contribuintes ao Estado, e ainda 900 milhões de libras adicionais".

 

Até junho do próximo ano, Horta Osório irá "concluir a implementação do plano estratégico apresentado em 2018, continuar a liderar a resposta do banco aos enormes desafios colocados pelas consequências económicas da pandemia e assegurar a transição da liderança da instituição de uma forma tranquila e organizada", acrescenta o comunicado.

 

Foi uma honra fazer parte da transformação de grande parte das nossas áreas de negócio. Sei que, quando deixar o cargo de CEO do Grupo no próximo ano, o Banco terá a força estratégica, financeira e de gestão necessária para continuar a reforçar a sua posição de liderança no mercado António Horta Osório

Lord Blackwell, chairman do Lloyds, destaca a "extraordinária contribuição" do gestor português para o desenvolvimento estratégico do grupo, sublinhando que o seu "compromisso pessoal e a sua forte visão" conduziram a um período de enormes mudanças bem-sucedidas.

 

"Durante a sua gestão, Horta Osório supervisionou uma transformação abrangente do Balanço do Grupo, das várias divisões de negócio e das propostas aos clientes do Grupo, incluindo o reembolso do investimento de 21 mil milhões de libras realizado pelo governo do Reino Unido e a evolução do Grupo para o maior banco digital do país",afirma o presidente, citado no comunicado. "A decisão de anunciar agora a sua intenção de saída do Grupo vai permitir um processo de sucessão ordenado para a nomeação de um novo CEO no próximo ano, que irá trabalhar com o novo chairman".   


(Notícia atualizada)

Por Negócios
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