Insegurança atinge 42%
No mesmo dia em que um estudo nacional refere que 42 por cento dos portugueses consideram Portugal um país inseguro, o ministro da Administração Interna anunciou já ter assinado, juntamente com o ministro das Finanças, o despacho para a admissão de 2 mil efetivos para a PSP e GNR.
O estudo "A vitimação em Portugal", de Paulo Pereira de Almeida, investigador do ISCTE, destaca "o contraste significativo do sentimento de insegurança entre a zona onde vivem e o país em si". É que os resultados indicam que sete em cada dez portugueses sentem-se seguros onde residem, sobretudo os moradores dos distritos de Portalegre, Beja e Aveiro (em contraponto com Setúbal e Lisboa); no entanto, 41,6% responderam que não se sentem em segurança no nosso país.
O estudo revela também que a maioria dos inquiridos quer mais polícias nas ruas, seguido de um aumento de controlo e fiscalização à utilização de armas, mais ações policiais, recuperação dos espaços degradados e aumento do patrulhamento auto.
O sentimento de insegurança é maior para os cidadãos vítimas de furtos de telemóvel ou da carteira. Porém, o tráfico de droga é o crime que mais preocupa os portugueses.
O estudo "A vitimação em Portugal" foi feito em 308 municípios portugueses junto a 8.729 pessoas através de inquéritos presenciais, entre novembro de 2008 e junho de 2009.