Irão dá por terminado ataque a Israel mas deixa avisos. Drones e mísseis foram quase todos abatidos

O Irão deu início à esperada ofensiva contra Israel na noite de sábado. O ataque durou aproximadamente cinco horas

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• Foto: Reuters
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Depois de praticamente todos os drones e mísseis iranianos terem sido intercetados e falhado o alvo – segundo Israel, apenas alguns entraram no seu território, sem causarem grandes danos –, a população israelita pôde 'respirar'. Mas há uma pergunta que paira no ar: será que Israel vai responder a este ataque?

Segundo a Sky News, um militar israelita de alta patente terá dito ao canal televisivo Keshet 12 que vai haver uma "resposta significativa" ao ataque do Irão, apesar dos apelos da ONU, Egito, Arábia Saudita e outros países para que haja contenção de modo a evitar uma escalada do conflito.

Harley Lipman, do comité americano-israelita de assuntos públicos,  considera que há um elevado risco de Israel retaliar. "Atendendo a que Israel sofreu um ataque, deixa de haver linhas vermelhas e Israel pode atacar o Irão", declarou à Sky News.

Entretanto, o Gabinete de Segurança de Israel já autorizou os três membros do Gabinete de Guerra – o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, o ministro da Defesa, Yoav Gallant, e o membro do parlamento israelita (knesset) Benny Gantz – a responderem ao ataque de Teerão. 

E é esse um dos principais receios que está agora no ar. Segundo o jornal Israel Hayom, o presidente norte-americano, Joe Biden, terá já pedido a Tel Aviv para não responder ao ataque. Mas será que Israel se vai conter?

O ataque do Irão durou aproximadamente cinco horas, afirmaram dois responsáveis norte-americanos à CNN.

Já durante a madrugada deste domingo, e depois de contida, aparentemente, a ameaça iraniana, seguem-se relatos do lançamento de novos rockets do Líbano (por parte do Hezbollah) contra Israel, depois de na sexta-feira terem sido disparados 44. 

A ofensiva de Israel em Gaza também levou os rebeldes houthis do Iémen a reagir, nos últimos meses, com ataques a embarcações que passam no Mar Vermelho.

Em Israel, recorde-se, a população tem saído às ruas a contestar o governo de Netanyahu, cuja ofensiva em Gaza – depois dos ataques do Hamas em território israelita a 7 de outubro – já provocou a morte de mais de 33.000 palestinianos.

E é precisamente na Faixa de Gaza que ainda se encontram mais de 100 reféns israelitas. Dos 129 reféns que continuam no território – um cessar fogo em novembro permitiu a libertação de outros 105 reféns, em troca de 240 prisioneiros palestinianos –, as Forças de Defesa de Israel já confirmaram a morte de 34.

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