IURD: Tudo o que levou o Ministério Público a arquivar o caso
Grande parte dos crimes que estavam em investigação já preescreveram, à excepção do alegado tráfico de pessoas de Vera, Luís Carlos e Fábio, que o líder religioso Edir Macedo terá achado "boas crianças" para a sua filha.
O Ministério Público arquivou o inquérito aberto para investigar uma alegada rede ilegal de adoção de crianças montada pela Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), grande parte por efeito de prescrição. Contudo, o crime de tráfico de pessoas, com uma moldura penal de 15 anos, ainda estaria em vigor no caso das adoções de Vera, Luís Carlos e Fábio, que o líder religioso Edir Macedo terá achado "bonitinhos" e "umas boas crianças" para a sua filha Viviane. O que aconteceu para o procedimento criminal se extinguir?
Só contam as leis no momento em que o crime terá sido cometido e, em 2004, data da adoção, "não era punível o recrutamento, o aliciamento, o transporte, o alojamento ou o acolhimento de menor ou a entrega, a oferta ou a aceitação deste para a adoção", lê-se no despacho de arquivamento, a que a SÁBADO teve acesso.